09 de julho de 2026

Marido chamava mulher, mas ela estava morta


| Tempo de leitura: 1 min

Arnaldo Fornel Júnior, marido de Franciele, estava na garupa da moto que ela pilotava. O casal percebeu o carro descontrolado invadindo a pista na sua direção. A tentativa de evitar a batida foi em vão. O motorista não viu sequer em que bateu. “A hora que vi, levei uma cacetada, uma pancada violenta demais”, declarou sitiante Wirlene da Costa, 65.

Arnaldo Júnior sofreu fraturas na perna esquerda, a mesma que havia quebrado em outro acidente há três anos. Caído na pista e sem conseguir se movimentar, ele chamava insistentemente pela mulher em meio à escuridão, mas não obtinha resposta. Franciele estava morta. Do celular, ele ligou para o pai e pediu socorro.

Foi levado para a Santa Casa, onde passou por cirurgia. Internado, não foi autorizado a acompanhar o sepultamento. Recebeu alta apenas na sexta-feira. “Ele está abalado. Precisa de atenção e acompanhamento”, disse a mãe Irani Fornel.

A Polícia Civil aguarda sua recuperação para poder ouvi-lo e concluir o inquérito aberto para apurar as causas do acidente. O delegado do caso, Dalmo Polo, não tem dúvidas em relação à culpa do motorista Wirlene e irá denunciá-lo à Justiça por homicídio doloso por dolo eventual, o que poderá levá-lo a júri. “Ele assumiu o risco de acidente ao dirigir embriagado. Vou falar com o promotor e, se for o entendimento, pedirei sua prisão.”