08 de julho de 2026

A MORTE DE LUARA


| Tempo de leitura: 2 min

A quantidade de médicos que atenderam a moça sem sucesso diminui a culpa do poder público. Só não diminui o medo da população com a necessidade de usufruir de serviço tão precário (quanto esse). Os médicos brasileiros têm razão em ter medo de médicos estrangeiros. Esses, não farão julgamento do paciente antes de atendê-lo. Independente de sua formação (melhor ou pior do que o médico brasileiro) vão atender o paciente com a dignidade que merece, e não com o desleixo tradicional. As entidades médicas de classe deveriam se preocupar, antes, com a ética de seus associados do que com a concorrência desleal vinda de outras pradarias.
Róvere
Franca - SP

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(...) se, após 25 dias de dores e febre, oito passagens pelo Pronto Socorro, duas internações na Santa Casa e uma cirurgia de sete horas de duração (cirurgia de quê?), a classe médica de Franca ratificar a morte como natural!!! Temos que correr para Ribeirão ao primeiro sinal de caspa, gripezinha ou unha encravada! Isto significa a assinatura de atestado de incompetência (...), a que nivela toda a classe por baixo! Também confirma a forma como alguns (médicos) nos veem: fregueses incultos!
Hélio Pinheiro Vissotto
Franca - SP

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É muita tristeza junto, tanto da família quanto de profissionais de saúde, tanto dedo apontado. Em todo serviço tem, mas a maioria (dos profissionais de saúde) está na área por escolha. Vocês não sabem quanto sofremos quando isso acontece, quando perdemos um pai, uma mãe de família, uma criança. Não sabem a alegria que temos quando uma vida nasce nas nossas mãos. Ninguém, nunca poderá imaginar a dor e a alegria de ser quem somos. Todo dia acontecem cirurgias. Muita gente sai bem, saudável e agradecida. Procurem os prontuários, exames clínicos, complicações. Ai, falem com propriedade. Hoje, perde-se o ente querido e se procura a polícia antes de sepultar. Que Deus conforte quem está sofrendo.
Judith
Franca - SP

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Até quando vamos conviver com o descaso da saúde pública? Enquanto pobres sofrem em hospitais, políticos pensam em aumentos de salários. Só temos a lamentar...
Ana
Franca - SP

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Digo aos médicos: ninguém vai a pronto socorro passear. Se vai a hospital ou ao pronto socorro, enfrentar fila e mais um monte de coisas, não é à toa. Imaginem alguém ir tantas vezes, quando Luara foi, e não conseguir um diagnóstico? Acho que formação do médico deveria ter uma matéria obrigatória, a de como tratar dignamente um ser humano com dinheiro ou sem dinheiro. Quem já teve infecção de urina sabe que tem antibiótico para cada tipo de bactéria, e que um exame de cultura mostra isso. Tem que administrar medicamento específico. Não quero ensinar o pai nosso ao vigário, mas tem médico que precisa de aulinhas de humanidade, amor ao próximo! Ontem foi Maria. Hoje, Luara. E amanhã, quem será?
Ana Andrade
Pedregulho - SP