A área central de Franca continua sendo alvo de discussões. Na tarde de ontem, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) e representantes da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) se reuniram, mais uma vez, para discutir a revitalização do Centro e, principalmente, o corte das vagas de estacionamento. O encontro não rendeu novidades, frustrando os lojistas: as alterações permanecerão como estão, ou seja, só se pode parar em determinadas ruas das 16 às 9 horas do dia seguinte.
Como no último encontro, em novembro do ano passado, as decisões só foram tomadas após pouco mais de duas horas de conversa entre as partes. Alexandre não quis se pronunciar sobre o assunto.
A Prefeitura comentou os resultados da reunião através de uma nota à imprensa. “Conforme definido previamente entre a Prefeitura e a diretoria da Acif, ficou estabelecido que o sistema de trânsito no Centro será mantido, conforme sinalização de trânsito instalada e autorizada no início de dezembro. Aos sábados, domingos e feriados, o estacionamento é livre. Acompanhamentos feitos durante esse período, pela Prefeitura, demonstraram a boa fluidez do trânsito e mobilidade das pessoas.”
O presidente da Acif, José Alexandre do Carmo Jorge, afirmou na saída da reunião que, assim como prometeu aos lojistas, “lutou” pelo retorno total das vagas, mas o prefeito apresentou estatísticas para não ceder. “Nós lutamos. Foi lutado de tudo quanto é forma e com todos os argumentos possíveis e imagináveis, só que os números, as estatísticas têm fundamento. Tudo que o Alexandre fala ele se baseia em algumas pesquisas que estão com ele”, disse Carmo Jorge.
Com a negativa da Prefeitura, o líder dos comerciantes tentou encontrar outras explicações para as fracas vendas no Natal. “Nós temos as pesquisas dos lojistas e, como o lojista é parte afetada, ele fala que o corte de vagas prejudicou, mas tem também outras coisas que possam ter prejudicado (as vendas): o Brasil está passando por uma fase difícil. Algum segmento comercial sofreu mais que outro”, disse o presidente.
Em agosto do ano passado, a Acif realizou uma pesquisa com 198 lojistas instalados nas ruas onde os cortes estavam sendo feito. De acordo com o resultado apresentado, 81% dos entrevistados eram contra a redução nas vagas. Há informações de que a Prefeitura também realizou, através da Secretaria Municipal de Segurança e Cidadania, um estudo para avaliar o impacto das alterações, mas ainda nenhum resultado foi apresentado.
O Comércio tentou contato com o secretário da pasta, Sérgio Buranelli, mas as ligações não foram completadas.