11 de julho de 2026

Pitt diz que briga política gerou prejuízo de R$ 2 mi ao município


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Um mês depois de voltar à Prefeitura de Restinga, Paulo Pitt acredita que levará mais três para colocar a ‘casa em ordem’

A briga pelo poder em Restinga, que resultou na troca de prefeito seis vezes no ano passado, causou um prejuízo de aproximadamente R$ 2 milhões ao município, o que representa quase 8% do orçamento anual. A estimativa é do prefeito Paulo Pitt (DEM), que foi reconduzido ao cargo há cerca de um mês por meio de uma decisão do juiz Aurélio Miguel Pena.

Segundo Pitt, a indefinição política inviabilizou a liberação de recursos referentes aos convênios firmados com os governos federal e estadual, como os R$ 250 mil que seriam destinados ao recapeamento de vias, R$ 250 mil que seriam utilizados para a construção de galerias de águas pluviais no bairro Alto da Boa Vista, entre outros.

Pitt afirma que o embate político entre entre Executivo e Legislativo trouxe outros problemas como a devolução do orçamento do município pela Câmara Municipal sem aprovação, assim como a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e o Plano Plurianual. “Agora vamos enviar um Projeto de Lei para a Câmara solicitando crédito especial, porque não dá para administrar o município sem orçamento”, afirmou.

O democrata acredita que levará pelo menos três meses para colocar a “casa em ordem”, diminuir a folha de pagamento e pagar os fornecedores. “Infelizmente houve o processo de cassação, fui arrancado do cargo. Com isso, o município perdeu muito e eu, como político, perdi muito também. É irreparável a perda do município”, disse.

Apesar de ter sido cassado pelo voto de oito dos nove vereadores e considerado culpado por 12 das 16 irregularidades imputadas no processo de cassação, Pitt disse que poderá negociar com os vereadores desde que tudo seja feito “dentro da legalidade”. Ele disse estar disposto a abrir espaço para os mesmos dentro das diretorias municipais, para que possam colaborar para o desenvolvimento da cidade.

Prioridades
Confiante de que permanecerá no cargo para o qual foi eleito em 2012, Pitt diz que tem como meta regularizar o orçamento; cumprir a lei e gastar com a folha de pagamento só o permitido; asfaltar o bairro Alto da Boa Vista; fazer investimentos na fazenda Boa Sorte; entregar as casas populares; terminar a obra da creche-escola e colocá-la em funcionamento; e fazer repasse de verba para a entidade Casa da Sopa e da Creche.

“Acredito que a Justiça vai me manter no cargo, porque eu fui eleito pelo povo por 2.105 votos”, concluiu Pitt.

Outro lado
O vereador Fernando Costa (PSB), que presidiu a Câmara Municipal em 2013, afirmou que o orçamento do município para 2014 foi devolvido pelos vereadores sem aprovação porque continha “irregularidades”.

“O prefeito ignorou os apontamentos da Câmara, preferindo trabalhar com o orçamento de 2013. Agora esperamos o número de decreto para que ele mande uma lei autorizando o repasse das subvenções para as entidades”, afirmou.