09 de julho de 2026

Presidente da Câmara Municipal denuncia advogadas à OAB


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Vereador Jépy Pereira (PSDB), presidente da Câmara, acusa as duas advogadas do legislativo francano de ‘erro funcional’

Depois de encerrar 2013 como alvo de investigações por parte do Ministério Público Estadual e de uma ação popular na Justiça, o presidente da Câmara Municipal de Franca, o vereador Jépy Pereira (PSDB), resolveu contra-atacar. O alvo são as duas advogadas do Legislativo francano, Taysa Maria Thomazini Nascimento e Maria Fernanda Bordini Novato. Elas teriam sido as responsáveis pelas articulações internas que resultaram na abertura da ação popular e dos inquéritos por parte do Ministério Público.

Jépy Pereira encaminhou uma representação à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Franca. No documento, acusa as duas profissionais de “erro funcional”. Segundo o presidente da Câmara, as advogadas teriam perdido o prazo para apresentação de recurso na decisão do TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) que considerou irregular a nomeação de três funcionários para cargos de confiança. O TCE entendeu que as funções de chefe de logística, assessor de imprensa e assessor de processamento de dados eram essencialmente técnicas e, portanto, deveriam ser preenchidas por meio de concurso e não por nomeação, como aconteceu.

Para Jépy, ao deixar de recorrer, as advogadas teriam abusado de seu poder, já que o presidente seria o único com competência para tomar a decisão de não recorrer e não teria, sequer, sido consultado. “Ao renunciar ao direito de recurso, as advogadas faltaram com o cumprimento de seu dever e infringiram o Estatuto dos Advogados”, disse o vereador.

O presidente afirma ainda que “a situação tem causado gravíssimos prejuízos ao Legislativo Municipal, já que publicações diversas foram veiculadas pela imprensa” e pede providências.

O mesmo material também foi encaminhado à Corregedoria da Câmara Municipal. Jépy quer que a conduta das duas advogadas seja apurada e avaliada.

O presidente da Câmara ainda decidiu suspender a bolsa de estudos que era concedida às advogadas para que elas pudessem fazer um curso de direito constitucional. Segundo ele, o contrato para o curso foi assinado pelas próprias advogadas e não em nome da Câmara, o que impediria o pagamento das mensalidades. Além do cancelamento, Jépy ainda solicita a devolução dos R$ 3,5 mil já gastos pelas profissionais.

Uma das envolvidas nega qualquer irregularidade e promete uma nova enxurrada de representações.