09 de julho de 2026

Juiz pode decidir ainda hoje se Natália Ponte volta para a prisão


| Tempo de leitura: 1 min
Natália ficou presa por 31 dias na Cadeia do Guanabara, em Franca, e foi solta em dezembro após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) conceder a ela um habeas corpus

O promotor de justiça Marcus Túlio Nicolino, responsável pelo caso do menino Joaquim, encaminhou à Justiça de Ribeirão Preto, na tarde de ontem, a denúncia contra a mãe do garoto, Natália Ponte, e o padrasto, Guilherme Longo. O promotor acredita que, pelo clamor social do caso, a Justiça conceda um parecer sobre as denúncias até hoje. Caso o juiz que avalia o caso concordar com o pedido e expedir o mandato de prisão, Natália volta à prisão. Já Guilherme passa de prisão temporária para prisão preventiva.

Natália ficou presa por 31 dias na Cadeia do Guanabara, em Franca, e foi solta em dezembro após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) conceder a ela um habeas corpus. Guilherme Longo, indiciado por homicídio triplamente qualificado e por ocultação de cadáver, segue preso na Delegacia Seccional de Barretos (SP).

Na conclusão do inquérito, o delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Martins de Castro, aponta o padrasto como autor do crime. Para o delegado, a mãe biológica de Joaquim, não participou do homicídio. Guilherme foi indiciado por homicídio triplamente qualificado. Para a Polícia Civil, o técnico de informática matou o garoto com uma overdose de insulina.

Já o promotor discorda que Natália não tenha responsabilidade sobre a morte do menino. Para ele, a mãe de Joaquim deve responder no mínimo por omissão. Segundo ele, o fato de Natália saber que Guilherme estava se drogando, que demonstrava indícios de violência e que tinha ciúmes do garoto, já aponta a omissão da mãe biológica.