08 de julho de 2026

Último dia de 2013


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Fechamos hoje, último dia de 2013, mais um ciclo. Terminamos um ano em que a violência explodiu e sacode cidades grandes e pequenas, metrópoles e municípios do Interior. Um ano em que o trânsito continuou matando, os políticos continuaram decepcionando e os setores produtivos brasileiros não conseguiram se livrar do sufocante peso dos tributos. Ao mesmo tempo, as tragédias relacionadas ao clima continuaram matando e deixando desalojados, não apenas no Brasil mas também em todo o mundo. As guerras e conflitos internos persistem, principalmente no Oriente Médio, onde as diferenças religiosas e culturais continuam sendo mais importantes do que a convivência pacífica e respeitosa que a humanidade busca desde o princípio dos tempos.

2013 também foi o ano das grandes manifestações que sacudiram o País. Começaram por causa de R$ 0,20 de aumento nas tarifas do transporte coletivo em São Paulo e, no final, as cobranças se estenderam para a ética na política, contra a corrupção e pela melhoria dos serviços públicos. As manifestações espalharam-se pelo Brasil e assustaram a classe política brasileira. Criaram-se “agendas positivas” no Congresso Nacional, mas até o final do ano a voz das ruas não foi inteiramente contemplada: pouco se fez e nada se criou para conter a corrupção, um dos maiores males do País.

No final do ano, em pelo feriado da proclamação da República, em 15 de novembro, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, determinou as primeiras prisões dos condenados pelo mensalão, entre eles o ex-ministro José Dirceu, o então deputado José Genoino, o ex-tesoureiro do PT Delúblio Soares e o operador do maior esquema de corrupção da República Brasileira, o publicitário Marcos Valério. Foi um sopro alívio para quem esperava, havia mais de sete anos, pela penalização da “quadrilha” denunciada pela Procuradoria-geral da República.

Agora, é hora de olharmos para a frente. Torcendo para que 2014 não seja apenas o ano da Copa e das eleições. Que seja o ano da redenção da população brasileira. Um ano em que administradores públicos e legisladores voltem os seus esforços apenas para aquilo que forem eleitos: o bem-estar geral de todos. A corrupção, arraigada em nossa sociedade, precisa ser combatida não apenas nas altas esferas políticas, mas também a partir de gestos considerados menores, como tentar subornar agentes públicos para se evitar uma multa ou então agilizar qualquer operação.

Quando extirparmos qualquer tipo de suborno ou “molhadinha de mão” do nosso cotidiano é que poderemos atacar também a violência que nos assusta, acua e nos torna presidiários em nossas residências. Para todas as nossas grandes mazelas basta vontade: política, pessoal e moral. Atos ilegais nos cercam e precisam ser considerados como tal. Legalidade e moralidade precisam andar juntas, de mãos dadas, para que 2014 possa refletir todos os votos de paz, felicidade e alegria que desejaremos nos primeiros minuto do dia de amanhã, primeiro de janeiro.

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