Motivo de protestos em outras cidades brasileiras, o pastor evangélico e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) esteve em Franca no dia 10 e saiu às pressas da Igreja Assembleia de Deus - Catedral do Avivamento, no Parque Moema, no meio do culto que celebrava. O parlamentar fugiu dos cerca de 150 manifestantes que estavam na porta do templo. O ato — pacífico — foi para repudiar a eleição ao cargo que assumiu no dia 7. Marco Feliciano é acusado de racismo e homofobia e foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal. A Polícia Militar acompanhou a manifestação com quatro viaturas e não registrou incidentes, nem a Polícia Civil.
No dia 7, um crime brutal chocou a cidade de Morro Agudo: o que parecia ser um triste acidente, transformou-se ao longo do dia em um terrível caso de homicídio com requintes de crueldade e motivado por ciúmes. Segundo inquérito conduzido pela Polícia Civil do vizinho município, o motorista Dênis da Silva Manso, 26, esfaqueou sua mulher, Eva Juliene Manso, e ateou fogo na casa onde a família morava, matando o filho do casal, Pedro Henrique Fernandes Manso, de apenas 3 anos. Dênis saiu com 70% do corpo queimado, foi levado para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mas não resistiu e morreu uma semana depois.
Ainda no início do mês (dia 3), a forte tempestade que atingiu a cidade paralisou os trabalhos no Fórum de Franca. O piso térreo do prédio foi tomado pelas águas do córrego Cubatão, que transbordou. O atendimento ao público foi suspenso por alguns dias.
No dia 5, sem dinheiro, a Santa Casa de Franca não conseguiu pagar seus fornecedores em janeiro e fevereiro, o que impediu novas compras de material. Com seus estoques perto do fim, a instituição começou ontem a suspender atendimentos. Cirurgias eletivas deixaram de ser realizadas e também foram cancelados todos os atendimentos no setor de ortopedia. Porém, diante de um acordo entre Santa Casa, Prefeitura e Governo do Estado, um novo sistema de gestão foi criado e, com redução de gastos e demissão de pessoal excedente, o hospital equilibrou as contas no correr do ano.
Babá estupra
No dia 12, agentes da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) passaram a investigar uma grave denúncia de estupro de vulnerável. Uma sapateira de 23 anos, moradora em um conjunto de prédios na zona Norte de Franca, acusou uma babá, de aproximadamente 50 anos e sua vizinha, de abusar sexualmente de seu filho de 5 anos. Após avaliação psicológica pedida pela delegada, ficou constatado que o abuso pode ter ocorrido mais de uma vez. A babá negou as acusações, mas foi presa.
Ao som de buzinas, gritos e palmas, às 17h05 do dia 22 foi aberta ao trânsito uma das maiores obras viárias da cidade. O viaduto “Dona Quita” foi inaugurado com três meses de atraso e em meio a muitas polêmicas. Engenheiros da própria Prefeitura e um perito do Ministério Público apontaram dezenas de irregularidades e falhas na construção. A obra de R$ 9 milhões só conseguiu ser inaugurada depois que a Prefeitura assinou um acordo com o Ministério Público. A CEI terminou em pizza.
E no dia 27 a servidora municipal Aparecida Helena Lucas foi condenada pelo Tribunal de Justiça, acusada de fraudar licitações de móveis escolares. O gerente e um funcionário da empresa Ideal Rúpulo também foram condenados. Segundo o Ministério Público, seis concorrências foram direcionadas para que a firma fosse a vencedora. Os contratos somam R$ 1,5 milhão.