08 de julho de 2026

Quatro décadas


| Tempo de leitura: 1 min

A Sabesp assumiu atividades em São Paulo em 1973. Quatro décadas após celebramos avanços que posicionam o Estado entre os mais bem colocados no saneamento brasileiro. Significa água para 28 milhões de paulistas de 365 municípios, coleta de 83% do esgoto e tratamento de 77% da carga poluidora. Ano que vem, haverá a universalização nas sedes das cidades do interior e, até 2020, no litoral e grande São Paulo.

Em pleno século 21, falta de saneamento aprofunda o fosso entre o Brasil dos discursos oficiais e o Brasil real. Metade do esgoto não é coletada e pouco mais de 30% disso recebe tratamento. O resultado é aumento de filas em hospitais, baixo desempenho educacional, degradação ambiental e renúncia ao desenvolvimento.

São Paulo decidiu não fazer parte deste cenário. A Sabesp, criada no governo Laudo Natel, impulsionou-se em 1995 com o governador Mário Covas pelo reequilíbrio financeiro e criação de unidades por bacias hidrográficas.

Outra ação, da qual participei em 2002, foi a entrada no novo mercado, exigindo mais transparência, governança corporativa e eficiência operacional, resultando em investimento e geração de benefícios para a sociedade e seus acionistas, muitos dos quais fundos de pensão e poupadores individuais.

O índice da mortalidade infantil caiu 62% em 20 anos. Saneamento e educação garantem condições para infância com saúde e perspectivas. A sensibilidade socioambiental também no Onda Limpa, maior ação de saneamento do litoral brasileiro. Com o Se Liga na Rede, estamos conectando gratuitamente 192 mil famílias às tubulações de esgoto. O Projeto Tietê já reduziu poluição em mais de 160 km. Ainda são grandes os desafios - sobretudo em setor muito tributado, dependente de parceria de municípios e consciência dos cidadãos, mas tem que ser celebrado. Parabéns à família sabespiana e aos paulistas. A Sabesp é patrimônio de todos nós.

Geraldo Alckmin
Governador do Estado de São Paulo