“Não é uma situação única de Franca e nem do Brasil. As drogas estão por todos os lugares”, afirmou o delegado titular da Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (DISE), Djalma Donizete Batista. “Nas escolas não é diferente. Para combater isso, precisamos de denúncias e, muitas vezes, as próprias diretoras ficam com medo de denunciar. Nós não temos bola de cristal”.
A Polícia Militar também ressaltou a importância da participação popular através das denúncias. Além disso, afirmou que existe um patrulhamento específico de rondas escolares, realizado com base em análises estatísticas da corporação.
Através de sua assessoria de imprensa, a Polícia Militar destacou ainda a importância do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência), que foi extinto das escolas municipais esse ano. “O Proerd é um importante recurso para a conscientização das nossas crianças e dos adultos envolvidos direta e indiretamente com o programa, para que saibam como dizer não às drogas e à violência”. Por fim, nota da PM revelou que, nos últimos dois meses, as rondas escolares registraram oito ocorrências de porte e tráfico de entorpecentes nas regiões citadas pela reportagem do Comércio.
A Secretaria de Educação Estadual se limitou a dizer, por nota oficial, que reforçou com as devidas diretoras a premissa de chamar a polícia quando se depararam com situações envolvendo entorpecentes.