Os 15 vereadores que compõem o Legislativo francano tiveram um desempenho razoável em 2013. A conclusão faz parte da Pesquisa de Avaliação do Legislativo encomendada pelo Comércio da Franca e elaborada pelo Instituto Datalink. O levantamento perguntou aos eleitores entrevistados qual nota, de zero a dez, dariam ao Legislativo neste ano. A média obtida foi de 5,9, considerada regular.
A nota do Legislativo é menor do que a alcançada pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) e divulgada na semana passada pelo Comércio. Na mesma pesquisa, a média do prefeito foi de 6,1. Por meio das notas atribuídas é possível fazer a avaliação do desempenho da Câmara. Para 8,7% do eleitorado, o trabalho desenvolvido este ano pelos vereadores foi péssimo (notas de 0 a 2). Outros 12,7% consideraram o resultado das ações dos membros do Legislativos ruim (notas 3 e 4). Somados os dois percentuais, a reprovação da Câmara ultrapassa os 21%, superando a do prefeito que ficou em 18,2%.
A pesquisa também apontou o percentual de eleitores que considera o trabalho dos vereadores regular (notas 5 e 6): 35,7%. Os que consideram bom (notas 7 e 8) representam 28,2%. Já o percentual de ótimo ficou em 13,7%. Assim, 41,9% consideram o trabalho da Câmara bom ou ótimo, porcentagem menor que obtida por Alexandre Ferreira: 47,2% acham que o primeiro ano de governo dele foi bom ou ótimo.
A pesquisa ouviu 400 eleitores com mais de 16 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais, em dez bairros, entre 3 e 8 de dezembro. A margem de erro é de 4,9 pontos percentuais.
Considerando as constantes trapalhadas protagonizadas pelos vereadores desde que assumiram seus mandatos, em janeiro, até que eles não têm do que reclamar. A avaliação feita pelo eleitorado poderia ter sido bem pior.
Críticas
O primeiro episódio que gerou críticas ficou conhecido como a “farra das medalhas”. Ainda em fevereiro, pouco mais de um mês depois da posse, três dos vereadores recém-eleitos resolveram participar de uma homenagem em São Paulo. Eles receberiam medalhas por terem sido bem votados. Valéria Marson (PSDB), Pastor Otávio (PTB) e Nirley de Souza (DEM) estiveram presentes. Até aí, nenhum problema, não fosse o fato de a viagem, os custos de estadia e alimentação e até a medalha terem sido integralmente pagos com o dinheiro público. Acabaram investigados pelo Ministério Público e assinaram um acordo para devolução dos valores.
Meses depois, no início de julho, foi a vez do vereador Claudinei da Rocha (PP) criar polêmica. Ele havia assinado o requerimento para a criação da CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar os contratos de transporte coletivo proposto pelo vereador Luiz Carlos Vergara (PSB). Depois, pressionado pelo governo, resolveu retirar a assinatura e assinar o requerimento apresentado por Adérmis Marini (PSDB), líder do governo. Mas, na sessão de apresentação dos requerimentos, voltou atrás. Com as críticas dos populares no plenário, resolveu reassinar o documento de Vergara. Pegou mal.
O presidente do Legislativo, Jépy Pereira (PSDB), também fez as suas. No meio de uma sessão da Câmara, Jépy interrompeu os trabalhos alegando que tinha problemas administrativos para resolver, mas embarcou em uma van para o aeroporto de onde viajou para Cuba.
No final do mesmo mês, a apresentação do relatório da CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investigou irregularidades na construção do Viaduto “Dona Quita”, na avenida Major Nicácio, gerou outra onda de insatisfação.
O relator da comissão, o vereador Claudinei da Rocha (PP), decidiu ignorar as evidências de irregularidades na obra e entregou um relatório em que afirma não ter havido qualquer problema no processo de construção do viaduto.
A atitude acabou irritando populares presentes na sessão e um deles arremessou uma pizza no chão do Plenário. A partir daí, repercutiu muito mal outra atitude de Jépy, que determinou, então, que fosse aberto um inquérito policial para apurar o fato, ou seja, descobrir detalhes sobre o arremesso da pizza.