10 de julho de 2026

Delfinópolis faz campanha para construção de ponte; fim da balsa


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Veículos são transportados em balsa de Delfinópolis (MG). Campanha na cidade quer construir ponte para atravessar Rio Grande

No sul de Minas, Delfinópolis tem 150 cachoeiras, trilhas e um cenário paradisíaco proporcionado pelo Rio Grande que atrai milhares de turistas todos os fins de semana e, principalmente, nos feriados prolongados. Distante cem quilômetros de Franca, o acesso ao município ocorre por meio de balsas, mas o que antes era sinônimo de turismo, tem se tornado um empecilho para os próprios turistas e moradores. Devido a grande demanda de motoristas que realizam a travessia, se tornou comum a formação de longas e demoradas filas e clara a necessidade de uma ponte no local.

Diante do apelo da população e de visitantes nesse sentido, o vereador delfinopolitano Mauro César de Assis (PDT) lançou uma campanha em prol da construção da ponte. O movimento está na internet e começará nos próximos dias a pedir a adesão de moradores das cidades vizinhas, inclusive de Franca, e também dos turistas que escolherem a cidade para passar as festas de fim de ano por meio de assinaturas. “A nossa meta é alcançar dez mil assinaturas para que possamos protocolar esse pedido, com ajuda de deputados, junto a presidente Dilma”, disse o vereador, que trabalha como motorista autônomo e todos os dias utiliza a balsa. “Elas são um atraso para a cidade. Não conseguimos atrair empresas e por isso muitos que nasceram aqui vão embora. Delfinópolis está se tornando uma grande produtora de grãos e banana e a falta da ponte dificulta o escoamento da produção.”

Segundo ele, além da perda de tempo ocasionada pela balsa, a existência desse sistema encarece em até 30% todos os produtos vendidos na cidade devido a cobrança de R$ 14 para a travessia (pagos no percurso de saída da cidade).

Acesso
Inundada por Furnas em 1956, Delfinópolis só tem acesso por estrada asfaltada até a balsa. As outras duas entradas são por estradas de terra e aumentam a distância de Franca em, no mínimo, 30 quilômetros.

À frente da Prefeitura pela segunda vez, o prefeito Pedro Paulo Pinto (PMDB) também é favorável a construção da ponte, porém diz ser “um sonho” e que no momento batalha junto as autoridades estaduais e federais para conseguir o equipamento com capacidade para 60 veículos. As três balsas existentes hoje fazem, juntas, a travessia de 35 carros pequenos. “É inadmissível um turista esperar seis horas na fila para chegar na cidade. Ele vem uma vez e não volta mais. Já fiz seis ofícios com deputados e até com a presidente da República. De imediato agora é a balsa maior, pois estamos sendo prejudicados”, afirmou o prefeito.

Município
De acordo com o prefeito Pedro Paulo Pinto, a responsabilidade de manutenção das balsas é da empresa Furnas, ficando a Prefeitura somente a cargo do abastecimento e do pagamento de funcionários. “Diferente do que muitos pensam, a balsa não dá lucro. Arrecadamos em média R$ 120 mil mensais, mas R$ 100 mil são despesas.”

Segundo balanço da Prefeitura de Delfinópolis, passam pela balsa por mês entre 10 mil e 12 mil veículos.