08 de julho de 2026

Apae não paga férias de 81 funcionários e pode demitir


| Tempo de leitura: 2 min

Com falta de recursos, a Apae se encontra atualmente em uma situação insustentável. Ontem, representantes da entidade informaram que não poderão pagar as férias de alguns funcionários e avisaram que cortes de serviços e demissões são uma possibilidade.

Na quinta-feira, pouco de menos de uma semana do Natal, a instituição divulgou, por meio de um comunicado afixado acima do cartão de ponto do local, que 81 funcionários não iriam receber os vencimentos referentes às férias. A Apae explica que a medida foi adotada “em razão da insuficiência de caixa”. A diretora administrativa da entidade, Niura Agostini, esclareceu que a situação foi inevitável.

“Conseguimos pagar a última parcela do 13º salário para todos, mas apenas parcialmente o vencimento referente às férias. Isso foi ocasionado pela falta de recursos. Recebemos verbas públicas e temos captações de recursos próprias como o telemarketing e nossos dois eventos, o Leilão e a Festa de San Gennaro, mas infelizmente esse dinheiro não foi suficiente para saldar os compromissos da instituição”, disse Niura. Ela acrescenta que também não há previsão se o salário de dezembro (que vence no próximo dia 7) será pago para todos os 176 funcionários da instituição.Niura esclarece que, neste mês, a Apae Franca precisaria receber R$ 128 mil de verbas da União (sendo que aproximadamente R$ 38 mil já estão atrasados), mas somente o pagamento das férias de todos os trabalhadores da instituição gera uma despesa de R$ 133 mil. A folha de pagamento mensal é de R$ 340 mil. Já segundo o radialista Erismar Tanja, que assume a presidência no ano que vem, o déficit anual da Apae é de R$ 1,5 milhão ao ano. 

Demissões
O anúncio preocupou funcionários da Apae, que passaram a temer demissões. De acordo com Niura, tal medida não está descartada. “Espero que não chegue a esse ponto, e que haja alguma articulação, pois sabemos o quanto seria doloroso”.


PRESIDÊNCIA

‘Transição não é amigável’

O presidente atual, Jorge Sandrin, foi procurado, mas não quis se pronunciar sobre a falta de pagamentos. Já o radialista Erismar Tanja, que assume a presidência da Apae a partir do próximo dia 2 e fica até 2017, afirmou que só foi informado da “insuficiência de caixa” há duas semanas. “Como não houve consenso na eleição, a transição não está sendo amigável e não tive acesso a dados”, afirmou Tanja.

Contudo, o radialista tem planos para aumentar a arrecadação da Apae. “Minha meta principal para 2014 é fortalecer o telemarketing e revitalizar o projeto Empresa Apaexonada, buscando verbas com os pequenos empresários.”