O sapateiro desempregado Wallace Miguel Luz Cândido, 24, o “Pedrinha”, que residia no Jardim Aeroporto II, morreu no início da madrugada de ontem após ser atingido por cinco tiros. O crime ocorreu na rua Pedro Custódio de Souza. A única testemunha, um sapateiro de 19 anos, viu quando o assassino com capacete e luvas se aproximou, chutou ‘Pedrinha’ e sacou a arma. “Começou (sic) os tiros, eu saí correndo”, disse o jovem.
O encontro entre assassino e vítima ocorreu as 23h30. “Pedrinha” chegava em casa quando o autor saiu de trás de um poste sem iluminação e se aproximou rapidamente. “Eu vi aquele sujeito, de capacete na cabeça e luvas, estranhei, mas continuei na minha. Ele se aproximou, chutou o Pedrinha, sacou uma arma e atirou várias vezes”, disse a testemunha. Ferida, a vítima entrou na casa de um dos vizinhos. “Me leva para o médico, me leva para o médico.” Estas teriam sido as últimas palavras do baleado, antes de perder os sentidos, afirmaram os vizinhos. A irmã de Pedrinha, após ouvir os disparos e ve-lo ferido, entrou em desespero, parou um táxi que passava pelo local e pediu socorro. No trajeto, o taxista se deparou com uma guarnição da PM e explicou o que teria ocorrido. A viatura então foi na frente, abrindo o trânsito para o táxi. O baleado deu entrada na Santa Casa no início da madrugada, mas morreu minutos depois.
A equipe do Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) esteve no local, mas não obteve nenhuma pista que possa levar ao autor do homicídio. Pedrinha foi sepultado na tarde de ontem.
Pai morto
“Ele estava tentando, tentando de verdade, mudar de vida. Nossa filha vai nascer no domingo e Wallace queria ter uma vida tranquila para poder cuidar dela. Infelizmente, não deu tempo”, relatou a dona de casa Thaís da Silva Cardoso, 22, ex-mulher de Pedrinha.
Segundo ela, Pedrinha era usuário de drogas, mas teria parado. “O problema é que ele sempre se envolveu com as pessoas erradas e foi por isso que nos separamos”, afirmou.
A jovem acredita que o assassinato foi motivado por dívidas antigas com traficantes. “Ele sempre foi muito ‘estourado’ e quando alguém vinha para cobrar, ele xingava e mandava ir embora”, disse. “Ele sempre me tratou muito bem. Era muito carinhoso. Pelo menos comigo”, contou a mulher.