As investigações da morte do menino Joaquim Pontes Marques, de 3 anos, foram encerradas ontem, segundo o delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Martins de Castro. Agora, o trabalho da Polícia Civil consiste em relatar todas as provas e documentos recolhidos - mais de mil páginas divididas em seis volumes - para encerrar o inquérito.
O delegado voltou a dizer que tem provas suficientes para afirmar que Joaquim, que era diabético, foi morto pelo padrasto, entre a noite do dia 4 e a madrugada do dia 5 de novembro, aplicando no garoto uma superdosagem de insulina. Por isso, Castro confirmou que vai indiciar o técnico em TI Guilherme Longo por homicídio triplamente qualificado. De início, a mãe do garoto, Natália Pontes, não será indiciada.
“O trabalho de investigação está finalizado. Já temos toda a linha, a motivação, como foi que o menino Joaquim morreu e isso vai ser demonstrado através dos relatórios e de uma arte gráfica que estamos fazendo. Estou começando a relatar agora, não é simples relatar um inquérito desse volume, mas eu espero conseguir [terminar] até antes do início do recesso do Fórum", disse o delegado em entrevista ao G1.
Avaliação psicológica
Natália Ponte foi solta da Cadeia Feminina do Jardim Guanabara, em Franca, no último dia 11 após cumprir 31 dias de prisão temporária. O habeas corpus concedido à psicóloga foi proferido pelo desembargador Péricles Piza, da 1ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, considerando que a mãe de Joaquim, em liberdade, não prejudicaria o curso das investigações.
Na manhã de hoje, a psicóloga foi levada pela polícia para uma unidade do Instituto Médico Legal (IML) dentro do complexo do Hospital das Clínicas em São Paulo (SP) onde passará, no período da tarde, por perícia e avaliação psicológica. A entrevista tem como objetivo definir o perfil da mãe de Joaquim. Os laudos serão incluídos no inquérito
Natália chegou à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto por volta de 7h, acompanhada do pai, Vicente Ponte. Os dois entraram no prédio pelo portão dos fundos e saíram minutos depois - pelo mesmo local - escoltados por investigadores. A mãe e o avô de Joaquim foram levados à São Paulo em um carro da Polícia Civil sem identificação.