08 de julho de 2026

Carta a Ivan Sartori


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Excelentíssimo senhor presidente. Com o iminente término do mandato de Vossa Excelência à frente do Tribunal de Justiça de São Paulo, é hora de refletir sobre os atos praticados durante a gestão que se encerra. É análise que, invariavelmente, ocorre quando um ciclo se fecha. Neste caso, a balança pende, consideravelmente, para os elogios e as congratulações, o que afasta, quase que de forma unânime, o clima do ‘já vai tarde...’.

Inúmeras foram as ações desenvolvidas nestes dois anos, todas marcadas pelo empenho e vontade de fazer funcionar uma estrutura que até então era demasiadamente desatualizada e morosa ante os inúmeros gargalos estruturais existentes. Tais obstáculos serviram para, neste momento, enaltecer o resultado positivo obtido, pois uma lição nos foi dada pelo senhor.

Por mais que o ‘cobertor’ do orçamento financeiro seja curto, por mais que a estrutura seja complexa, ou, ainda que o cargo de presidente seja ocupado por alguém formado para judicar e não para administrar; é possível avançar e progredir rumo à qualidade que o cidadão/jurisdicionado espera e merece. ‘Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez.’ (Jean Cocteau).

Num país onde a corrupção e a burocracia acompanhadas da má vontade dos gestores públicos atravancam das mais variadas formas o crescimento e o desenvolvimento da nação, a postura de Vossa Excelência foi um bálsamo para aqueles que lotaram as ruas brasileiras em meados de junho.

Assim como a FIFA, com relação aseus estádios, agora temos um padrão de qualidade relacionado à gestão do TJ/SP: o ‘Padrão Sartori’. A gestão 2012/2013 servirá de parâmetro para as vindouras. Tenho certeza que, felizmente, existe um tribunal antes e um outro tribunal depois de um grande cidadão chamado Ivan Ricardo Garisio Sartori. Um forte abraço.

Carlos Gimenes
Servidor público estadual e ex-integrante do Conselho de Leitores do GCN