11 de julho de 2026

Familiares de menina atropelada no Jardim Luiza protestam por justiça


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Amigos e familiares da pequena Drielly fazem passeata pelas ruas do Leporace e Jardim Luiza. Eles clamam por justiça no caso envolvendo motorista embriagado

Um grupo de amigos e familiares da menina Drielly Vitória Fortunato Motareli, 6, realizou um protesto na tarde de domingo, dia 15, contra o que chamou de “descaso das autoridades”. A menina foi morta após ser atropelada enquanto brincava em frente da casa da tia no dia 1º de dezembro, no Jardim Luiza.

No dia do acidente, o motorista acusado de dirigir o veículo que a atropelou, o servente de pedreiro Aparecido Borges Teixeira, estaria bêbado, dirigindo em alta velocidade e ainda teria fugido sem prestar socorro. Localizado dois dias depois pelos investigadores do 5º Distrito Policial, ele prestou depoimento onde admitiu envolvimento no acidente, mas acabou liberado para responder ao processo em liberdade.

Vestidos com camisetas com a foto de Drielly estampada, cerca de 40 pessoas percorreram a avenida Abrahão Brickmann no último domingo. O percurso teve início na porta do predinho onde a menina morava, no Parque Vicente Leporace, e foi até a casa da tia (local do atropelamento) no Jardim Luiza II. Pelo caminho, todos exibiram cartazes mostrando indignação com o caso. Também foram ouvidos gritos de “Justiça” a todo momento.

Entre os manifestantes estava a mãe da menina, Lucimar Aparecida Fortunato, que disse não ter conseguido retornar para casa após o ocorrido. “Não está sendo fácil e não quero que a Drielly seja esquecida. Essa é apenas a primeira das muitas manifestações que queremos fazer”, avisou.

Durante o trajeto, parentes da criança gritavam pedindo maior rigidez da Justiça em casos semelhantes. “A família toda está enlutada e não temos retorno nenhum dos órgãos competentes”, disse Rita de Cássia Fortunato, tia da vítima.

Ao chegarem no local onde ocorreu o atropelamento, todos os participantes deram as mãos, rezaram e fizeram questão de cantar uma música para lembrar Driellly.

Inquérito
O inquérito policial envolvendo o servente de pedreiro Aparecido Borges Teixeira, 51, está em fase final e deverá ser concluído dentro do prazo de 30 dias previsto em lei. De acordo com o chefe do setor de investigação do 5º DP de Franca, Wilson Francisco Araújo, falta apenas ouvir algumas testemunhas e receber o resultado do laudo pericial para que ele (inquérito) seja concluído. Aparecido por ser indiciado por homicídio, resta saber se doloso ou culposo.

A expectativa da família é que Teixeira, que confessou estar embriagado no momento do acidente, seja acusado de homicídio doloso, quando a pessoa assume o risco de matar. Caso ele seja enquadrado nesse artigo e condenado pelo Judiciário, Aparecido poderá pegar entre seis e 20 anos de cadeia.

Colaborou Marco Felippe