O número de francanos que consideram o governo municipal bom ou ótimo despencou sob a administração de Alexandre Ferreira (PSDB). É o que mostra a pesquisa anual encomendada pelo Comércio da Franca e feita pelo Instituto Datalink. Em 2012, último ano da gestão Sidnei Rocha (PSDB), 73,4% dos eleitores avaliavam a forma como a Prefeitura era conduzida como boa ou ótima. Na estreia de Ferreira no comando do Executivo Municipal, apenas 47,2% mantêm a mesma opinião. O percentual dos que consideraram a maneira de governar ruim ou péssima oscilou, mas no sentido contrário. Na administração Sidnei, era de 6,1%. Na de Alexandre, triplicou. O número de eleitores descontentes subiu para 18,2%.
A aprovação do governo, índice que leva em consideração os eleitores que consideram o governo regular, bom ou ótimo, também caiu. No último ano do governo Sidnei, era de 93,9%. No primeiro ano de Alexandre, foi de 81,8%.
O levantamento do Instituto Datalink comparou o desempenho dos dois tucanos à frente da Prefeitura. Novamente Sidnei superou seu sucessor. Para quase metade do eleitorado (46,5%) entrevistado, o trabalho desenvolvido pelo ex-prefeito é melhor que o de Alexandre Ferreira. Apenas 12% responderam o contrário. O restante considerou ambos equivalentes.
A pesquisa ainda perguntou aos eleitores que nota dariam a 24 serviços públicos. Em 15 deles, a média da gestão Alexandre foi menor que a obtida por Sidnei. Entre os serviços que tiveram queda, estão a manutenção de ruas e avenidas, a limpeza de praças e ruas e o trânsito (veja quadro ao lado).
A decisão do prefeito de não realizar shows na Expoagro 2013 pesou. O item festa e eventos foi o que recebeu a pior avaliação, com nota 4,5. A Saúde, pasta que Alexandre Ferreira comandou por quase sete anos, também não conseguiu avançar. Nem mesmo os investimentos em reformas e construções de novas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) fizeram com que a nota atribuída à área passasse do 5.
Alexandre conseguiu superar Sidnei Rocha em apenas seis dos 24 itens avaliados. Dois deles, abastecimento de água e segurança pública, que não dependem da ação direta do prefeito municipal.
Os demais (escolas, creches, coleta de lixo e transporte coletivo) tiveram participação mais expressiva do Poder Público Municipal na solução dos problemas apontados pela população.
Metodologia
A pesquisa feita pelo Instituto Datalink ouviu 400 eleitores com 16 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais, em dez bairros das cinco regiões da cidade, escolhidos por sorteio. As entrevistas foram feitas entre 3 e 8 de dezembro. A margem de erro é de 4,9 pontos percentuais para mais ou para menos.