Na vitrine homens de todo tipo, raça, credo e classe social. Solteiros, casados, amigados, amantes, amigos ou ficantes. Se tiverem perfil em uma rede social eles estão todos lá, no aplicativo que talvez seja o mais polêmico deste 2013: o Lulu. Já ouviu falar? O programa pode ser baixado em celulares Android ou nos da marca Apple e foi lançado no Brasil há cerca de duas semanas. É gratuito e, como usa as informações do Facebook, identifica se o usuário é homem ou mulher e só permite ser instalado em celulares das meninas. A polêmica, porém, não é essa.
O Lulu permite que a mulherada dê notas de 1 a 10 aos homens e os classifique, como um produto mesmo, em vários quesitos. E eles não precisam aceitar estar lá. Basta terem perfil no Facebook. A boa notícia é que é possível retirar o perfil do Lulu (veja quadro ao lado).
Na interface inicial do aplicativo, a pergunta: “Procure aquele garoto que você está a fim. Será que ele é tão perfeito quanto parece?”. As avaliações no Lulu são anônimas; ninguém sabe quem fez a avaliação, o que permite qualquer pessoa dizer qualquer coisa sobre quem quer que seja. Verdade ou não.
Como Funciona
Para avaliar um cara no Lulu a pessoa precisa dizer se é ex-namorada, está a fim, estão juntos, já ficou, se é amiga ou parente dele. A resposta define como será a avaliação e as hashtags (#) que poderão ser usadas para a classificação, que no fim mostra duas notas, a de amiga e de quem está a fim.
O ator francano Rodrigo Andrade, por exemplo, está lá. Na quarta-feira dessa semana sua nota média era de 8,8. 8,4 das amigas e 9,2 das que estão a fim. Detalhe: O boy tem namorada.
As hashtags também são separadas: melhor e pior e nem sempre são “publicáveis”. Nas do ator, as publicáveis são do tipo #Cavalheiro, #OmbroAmigo, #Imprevisível e #UsaRider. As avaliações dão notas em quesitos como: aparência, humor, educação, ambição e compromisso.
As amigas Janaína Rezende e Rosângela Pimenta descobriram juntas o aplicativo e resolveram aderi-lo por curiosidade. Avaliaram, cada uma, cerca de dez perfis de amigos, parentes e ex-namorados e juram que foram sinceras ao dar as notas. As amigas sabem, porém, que essa não é sempre uma premissa verdadeira. “Não dá, por exemplo, para decidir por ficar ou não com alguém só pelo aplicativo. Muitas pessoas estão usando o app para ‘se vingar’ de um fora e para desmoralizar uma pessoa que não gosta. Resumindo, não é confiável. O bom papo, olho no olho e as atitudes me farão ficar com alguém ou não”, afirma Rosângela.
SAI DESSA MALANDRO
O que o Lulu faz já é velha conhecida no universo masculino e feminino, mas antes se restringia às rodas de amigos. As mulheres conversando no jantar sobre os ex-namorados ou o paquera e os homens na mesa do bar confabulando sobre a nova estagiária da empresa. Mas daí para informatizar a avaliação e abri-la para o mundo é um passo enorme.
Pelo menos é essa a opinião do técnico em informática Matheus*, que pediu para mudar seu nome. Ele tem 32 anos e considerou invasão de privacidade usar suas informações do Facebook em um aplicativo que ele não pode entrar. “Bloqueei minha participação no aplicativo por três motivos: tenho uma noiva e ela não gostaria de ler o que outras mulheres, minhas exs, acham de mim; me garanto como homem e não preciso deste tipo de afirmação e, por último, não pedi para ser avaliado.”
Para tirar a conta do Lulu e não permitir as avaliações é preciso entrar no site do aplicativo, www.company.onlulu.com, clicar sobre a opção ‘How Lulu works’ e clicar no botão ‘Remove my Lulu profile’.
Para terminar a exclusão é necessário estar logado no Facebook para que o aplicativo entenda qual perfil eliminar.
ALARME FALSO
Após a criação do Lulu correu um boato que arrepiou a mulherada. O aplicativo Tubby, que seria a vingança dos homens ao app feminino. Para alegria delas ele era apenas um alarme falso, nunca chegou realmente a existir. Boa notícia? Não exatamente. O Tubby não existe, mas o “Clube do Bolinha”, sim.
O aplicativo, criado em São Paulo, já pode ser baixado no Android e nos aparelhos da Apple e avalia as mulheres no sexo e comporto. Nada bonzinho nas hashtags e com apelo bem sexual, as declarações são do tipo #SóFazMiojo, #MariaGasolina, #Patricinha e #AgregaValorAoCamarote.
Entre as perguntas que os usuários respondem há: “Na cama, ela merece diploma do sexo?”. A principal diferença com o Lulu é que ele é aberto para homens e mulheres verem as “pesquisas”.
Nasceu assim
Criado pela advogada jamaicana Alexandra Chong, de 32 anos, o Lulu nasceu de uma conversa entre amigas após o Dia dos Namorados. Elas falavam sobre as qualidades dos seus amigos, ficantes e etc e sobre como era difícil ter informações antes de ficar com eles. A ideia da criadora era uma espécie de Google sobre os homens, com informações básicas a respeito deles antes de começar - ou não - um relacionamento.