08 de julho de 2026

Comprovações e outros quetais


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O corpo humano, esta máquina que trabalha direitinho e quase sem manutenção durante toda a vida, é a obra perfeita. De quem é frio e lógico, diz-se que não tem coração, mas há controvérsias. Tenho um amigo, de ascendência italiana, que surpreendeu-se após bem sucedida cirurgia cardíaca. Tornou-se, como diz, ‘chorão’. Seja em momentos alegres ou tristes, de absoluta calma ou tensão, lá está ele, olhos umedecidos, soluços explodindo no peito. O coração é a casa das emoções e a prova, está ai. Foi só ‘consertar’ o que lá não andava legal, e máquina perfeita. Chorar é bom! Se o corpo - o coração? - cobra, então, é preciso. Permite que a gente tire pesos que insistem em machucar, deixa a gente mais leve. E não há diferença de gênero. Homem também chora, e deve!

PREVENÇÃO: Poucos dão valor à prevenção de saúde, mas há quem faz disso, rotina. Conversei com moça, que, sem constrangimento, disse que não tem um dos pulmões. Não há, em sua imagem, nada que testemunhe isso. Ao contrário. Esbanja saúde e vitalidade. A história é surpreendente: teve diagnosticado câncer de pulmão aos 18 anos, e foi necessário extrair parte do órgão. “Papai sempre nos incentivou a exames de rotina, mesmo na ausência de problema. Foi numa destas ocasiões que tive meu diagnóstico, e foi por causa da previdência dele, que aqui estou, em absoluta saúde.” Tem quem, por vergonha ou medo, prefere acreditar que não tem nada, mas, quem se gosta, preciso visitar fazer verificação de rotina ao menos uma vez por ano. Foco em dois procedimentos, taxados como tabú por homens e mulheres, o toque retal para eles, a mamografia e os exames ginecológicos de rotina, para elas. Vergonha, ou medo, são literalmente, o tênue fio entre vida e morte.

CARTÃO DE NATAL: A belíssima iluminação de Natal do Champagnat, este ano, foi oferecida pelos que a fizeram a Leila Haddad Caleiro, ex-secretária de Educação, que a criou há alguns anos. Merecido. Continua atraindo grande número de observadores mas há problema: é pouco o espaço das calçadas para tanta gente. Motoristas, seja por desviar a atenção à beleza, ou, raivosos mesmo — já que tem quem dirige assim —, podem causar acidentes. Quem sabe, em anos seguintes, abram os portões para acesso controlado às alamedas internas. O local precisa ser premiado. É hors concours.

O PODER DO RÁDIO: Ouvinte de rádio sabe identificar o estado de espírito do comunicador. D. Otalícia Ranuzzi me acompanhou quando, em edição extraordinária, intervi em programa da Difusora, para dar a notícia da morte da corretora de seguros Cerislane de Lourdes Melo, em acidente automobilístico. Viu-se, pessoalmente atingida. É prima da mãe de Ceris, d. Orenis. Ligou-me: ‘Quando o ouvi falando fora de hora, compreendi que era grave. Agradeço-lhe pelo respeito com que tratou Ceris.” Infelizmente, cara Otalícia, em nossa vida de contadores de histórias, nem sempre estamos ou fazemos pessoas felizes...

LEIS! LEIS?!: Menina de 16 anos, acompanhada de amigas, uma de 18 e outra de 26 anos, foram flagradas pela PM em plena via pública, fumando maconha. Com elas, encontrou-se vários objetos furtados, no dia anterior, da casa de uma vizinha delas. As maiores usavam calças furtadas. A menor, rápida, disse que ela comprou os objetos, por R$ 50. Sabia que, como menor, se safaria de apreensão e ‘salvaria’ as amigas. As maiores foram presas por receptação. A menor, solta, já que as leis dizem que tem que ser assim. Neste país, só legisladores distantes da realidade afirmam que menores de 18 anos são sabem de nada, são inocentes e precisam de integral proteção. Não fosse o povo assustado, calado, conivente e emburrecido que nos tornamos, seria diferente!

Luiz Neto
jornalista, editor de Opinião - luizneto@comerciodafranca.com.br