tenho o coração em festa. Minha amiga desde os seis anos, Carolina Parzewski Guimarães Vivenzio encontrou, finalmente, doadores de medula compatíveis. Fez-me refletir sobre como somos interligados uns aos outros, como, simplesmente, somos uns pelos outros. Carol precisa do transplante de medula para continuar sua linda história de vida e nos brindar com seu entusiasmo e alegria contagiantes ainda por muitos anos.
E são tantos que, como ela, precisam ainda encontrar doadores! Tem também quem precisa de doação de sangue, de órgãos. A humanidade caminha em conjunto, seja para sua proteção, sobrevivência, suprir anseios e necessidade de afeto.
O caso da Carol deixa claro o quanto somos frágeis e sobre o quanto não caminhamos sozinhos na vida. Assim, reitero o pedido para que as pessoas continuem se cadastrando como doadores de medula, sangue, autorizando doação de órgãos próprios e estimulando familiares para que façam o mesmo. Que o poder público crie melhores condições para cirurgias, captação de órgãos, conscientização da população. Peço ainda que cada um de nós olhe com carinho para o próximo! Vamos entender o outro, ajudar e colaborar sempre. Os mais pobres, os menos instruídos, os mais necessitados, nossas famílias, nossos amigos, vizinhos, colegas de trabalho, os animais. Temos sempre que nos doar e isso é uma coisa cíclica, porque hoje, doamos, amanhã, recebemos. É assim que precisamos seguir! A dor do outro também é nossa. A alegria do outro, idem. Então, alegremo-nos agora, e que isso seja incentivo para continuarmos lutando, com paz e tranquilidade. E que não paremos de fazer nossa parte.
Aproveitemos esse momento para, também, esquecer coisas tristes, fazer as pazes, perdoar, nos melhorar. Repito, somos uns pelos outros, sempre. Essa é a maior lei da vida. Parabéns, Carolina, por sua luta, garra e fé!
Mônica Lima de Souza
Leitora das mídias GCN, internauta