A Polícia Civil formalizou na tarde de ontem o pedido de prorrogação da prisão do casal Natália Ponte e Guilherme Longo, suspeitos da morte do menino Joaquim Ponte Marques. A decisão deve sair até o próximo dia 10, quando o período da primeira prisão acaba. A mãe de Joaquim permanece na Cadeia Feminina de Franca e o padrasto na delegacia seccional de Barretos. O delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Martins de Castro, pediu ainda mais 30 dias para concluir o inquérito.
A prorrogação dos prazos, segundo Castro, se devem ao fato dos laudos periciais ainda não terem sido entregues à polícia. Os documentos são importantes para apontar o que levou Joaquim à morte e podem ser definitivos para o indiciamento do casal.
No entanto, Castro afirmou que até o momento as investigações apontam para o fato de que Natália pode não ter participado do homicídio. Para a polícia, Guilherme Longo é o principal suspeito da morte de Joaquim, mas segundo o Ministério Público, Natália Ponte pode ser responsabilizada por omissão.
A Polícia suspeita que Joaquim tenha sido morto por uma superdosagem de insulina, usada no tratamento dele para o diabetes, e que depois tenha sido jogado no córrego Tanquinho, próximo à casa da família no bairro Jardim Independência.