10 de julho de 2026

O nosso bolso sente a inflação


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A atual política econômica do governo federal está fazendo muito mal para o Brasil. A retração da economia, verificada no terceiro trimestre deste ano, é uma realidade e já estamos vivendo um momento de crescimento inflacionário e de freio na atividade econômica como há muito não se via. Mas desde o início do governo de Dilma Rousseff tal já vinha se prenunciando, mesmo que todas as entrevistas das autoridades apontassem em sentido contrário. Enquanto a área econômica do Planalto tenta colocar panos quentes e afirmar a sua confiança de que fecharemos 2013 com números positivos, o bolso do brasileiro sente este mau momento. E os prognósticos mostram que o Brasil pode ter índices bem abaixo de outros países emergentes.

Como já é voz corrente, ninguém mais do que a maioria das donas-de-casa sente este vai-e-vem da economia. Com um orçamento apertado, elas precisam fazer render a mesma quantia mês a mês, principalmente no supermercado, onde o aumento de preços ‘come’ parte da compra mensal. É só perguntar para qualquer uma sobre os preços que têm subido de forma constante desde o começo do ano, em níveis bem acima do que nos faz crer a inflação oficial. E agora, desde o último final de semana, a coisa pode piorar, após o aumento da gasolina e do diesel determinado no final de novembro pela Petrobras.

Os reajustes anunciados foram de 4% para a gasolina e 8% para o diesel. Porém, no início desta semana os postos de Franca já estavam cobrando R$ 2,958 pela gasolina e R$ 2,498 pelo óleo diesel. Além disso, alguns estabelecimentos ainda subiram o preço cobrado pelo álcool, que chegou a ficar a R$ 1,00 da gasolina em alguns postos da cidade. Isso, com certeza, se refletirá nos preços cobrados ao consumidor, já que a logística brasileira de distribuição de qualquer tipo de produto prioriza o transporte rodoviário.

Por isso, que não surpreendam possíveis novos aumentos em todos os setores, da alimentação ao vestuário, dos bens aos serviços. A ceia e os presentes de Natal estarão certamente muito mais caros. De nada adiantou o Ministério da Fazenda segurar o máximo possível este reajuste para que os índices não se “contaminassem”: deu em nada. A economia recuou, a inflação cresce a olhos vistos e o Brasil está longe de atingir a plena recuperação econômica em curto prazo. De nada adiantam os malabarismos da equipe do ministro Guido Mantega para fechar o ano dentro da meta. É preciso muito mais.

Que se busquem reduções significativas no financiamento da máquina pública, o controle dos gastos e dos investimentos, além de fechar gargalos que atravancam o crescimento da economia e prejudicam o escoamento da produção. Tudo isso passa pelas decisões do governo federal e dos legisladores, que precisam parar de tentar criar um país de fachada, numa tentativa inócua de jogar a realidade debaixo de tapetes. A dona de casa já percebeu que está pagando mais pelos gêneros de primeira necessidade e, a partir do aumento dos combustíveis, a coisa corre o risco de ficar pior, em que pesem as declarações otimistas dos que são responsáveis por nossa economia.

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