Antes de confirmada a reeleição do vereador Jépy Pereira, a líder do PSDB, Valéria Marson, falou sobre suas expectativas para ser a nova presidente da Câmara.
A eleição parece definida. A senhora permanece na disputa?
Lógico. Manterei meu nome até o fim, mesmo que tenha apenas um voto. É importante a gente renovar e trazer ideias novas. Precisamos melhorar a imagem da Câmara, que está muito ruim lá fora com este monte de notícias negativas que têm saído. Esta disputa não deveria estar ocorrendo, pois no ano passado, tivemos uma conversa e foi feito um acordo que eu seria a presidente agora. Imaginei que eu fosse a candidata natural do partido, mas o Jépy quer continuar no cargo. A Câmara estava sendo uma escola de vida muito boa. Aprendi que não devo confiar nas pessoas. O mínimo que um político tem que fazer é honrar a palavra dele. Não me sinto derrotada. Se os vereadores concordam em conservar o que está aí, eu respeito.
A senhora foi traída?
Claro. Por toda nossa bancada. O Jépy, o Donizete e o Adérmis me prometeram apoio e, agora, romperam o acordo. O partido está dividido, não tem união nenhuma. O PSDB precisa se fortalecer até para a gente ganhar as próximas eleições. Acho que eles (vereadores e prefeito) estão contando só com o meu voto aqui na Câmara, que é um voto. Só que se esquecem que tive 5,6 mil votos lá fora. São muitos formadores de opinião. A partir das prévias (em que foi derrotada por Alexandre) houve um dissabor. Tem gente que não sabe passar a régua e fechar a conta.
A senhora foi ao jantar terça-feira em que ficou decidido como os vereadores vão votar hoje?
Não fui convidada. Eles querem me colocar na berlinda, mas não tem problema. Vou continuar fazendo meu trabalho. Não fui eleita para trabalhar para um partido, não fui eleita para ser subserviente a governo nenhum. Meu compromisso é com o povo. Se o prefeito não atende às minhas indicações, ele, na verdade, não está atendendo ao povo.