Novembro, janeiro e fevereiro são meses chuvosos no Brasil. Aliás, até março a chuva cai, embora não com insistência. E quando o céu escurece e os pingos começam a incomodar, o que é que as pessoas que estão na rua fazem? Abrem bolsa ou mochila e encontram a salvação: um guarda-chuva! Foi uma grande invenção. Sabe-se que no século XII aC. algo parecido já era usado pelos chineses. Folhas de árvores presas a varas de vegetais cumpriam o papel de proteção. Mais tarde assírios, egípcios, persas e romanos usaram novos materiais para fabricá-lo: misturavam folhas de palmeiras, plumas de aves e papiro (um tipo de papel). Mas foram os japoneses e chineses que mais contribuíram para seu aperfeiçoamento. Na Grécia e em Roma, foi largamente usado como acessório feminino. Em Roma era comum as mulhers saírem acompanhadas por um escravo (o chamado ombrellífero) que tinha a função de as proteger com sombrinhas ricamente adornadas com ouro e marfim. Apesar de resguardarem bem contra a água e os raios do sol, eram objetos difíceis de serem carregados, pois pesavam entre dois e quatro quilos.
Mas a partir do momento em que os primeiros fabricantes introduziram a seda no fabrico do guarda-chuva, tudo mudou. Ele ficou mais leve e bonito. No final do século XVII as francesas começaram a refinar o conceito do acessório. Melhorou-se o formato e criou-se a distinção entre guarda-chuva e guarda-sol. De imediato este último passou a ser considerado peça indispensável para as mulheres da época. Esta nova utilização deu origem às sombrinhas enfeitadas com bordados em seda, de ar muito leve e que serviam para dar algum recato aos rostos durante os passeios ao sol. Talvez devido a este sucesso junto ao público feminino, o guarda-chuva teve muita dificuldade em ser adotado pelos homens. Só no final do século XVIII é que ele começou a ser aceito pela ala masculina. E isso aconteceu primeiro na Inglaterra. Um comerciante inglês chamado Jonas Hanway o usava diariamente, chegando a ser ridicularizado por isso. No entanto, após a sua morte em 1786, os homens ingleses começaram de forma gradual a sair à rua de guarda-chuva na mão. Considerando os frequentes dias de chuva naquele país, ele se tornou quase um acessório obrigatório. Desde então o guarda-chuva espalhou-se por todo o mundo tendo-se transformado num objeto de grande simplicidade e utilidade.
Primeiro, as mulheres
Foram as mulheres as primeiras a aderirem ao guarda-sol. Ele protegia a pele dos raios solares e podia se transformar num objeto elegante quando enfeitado. Os homens custaram mais a aderir, mas quando o fizeram foi pra valer
Trava
As travas funcionam como molas e vão para dentro do eixo na hora de abrir e fechar. Quando levantamos o anel, as hastes passam da posição vertical para a horizontal
Anel
Para abrir, empurramos para cima um anel central onde oito hastes estão presas. O anel passa por uma trava e sobe pelo eixo, até chegar a outra trava e ficar preso
Proteção
Sendo empurradas, as varetas se esticam, dando suporte ao tecido. É assim que se forma uma capinha que nos protege da água
Cabo
O cabo costuma ser de plástico e ter uma voltinha para não escorregar da mão quando ela está molhada; nos modelos automáticos, um botão no cabo aciona o guarda-chuva rapidinho
Como se diz guarda-chuva em:
Regnhlif - Islandês
Umbrella - Inglês
Kassá - Japonês
Payung - Indonésio
Paraguas - Espanhol
Regenschirm - Alemão
Skétis - Lituano
Parapluie - Francês
Ombrello - Italiano
Parasol - Polonês
Parapluie - Holandês