No ano que em os planos de saúde Unimed e Hospital Regional planejavam unir os serviços a partir de uma fusão, avaliação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) mostrou que as operadoras em questão tiveram desempenhos opostos. Enquanto o resultado da Unimed evoluiu, a nota do Regional regrediu na comparação de 2012 com 2011.
Os dados fazem parte do IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar) e tem como objetivo aprimorar os serviços prestados pelas operadoras, dar mais transparência ao setor e fornecer subsídios para a escolha dos usuários. “O Índice serve como um resumo informativo para o beneficiário que pode fazer melhores escolhas e é um incentivo para operadoras melhorarem o atendimento prestado”, disse a coordenadora da qualidade e do conhecimento da ANS, Andréa Lozer. Ela lembrou ainda que a pesquisa utiliza critérios iguais para todas as operadoras ativas e avalia quatro áreas: atenção a saúde, econômico-financeiro, estrutura e operação e satisfação dos beneficiários. “No total são 33 indicadores dentro dessas quatro dimensões.”
De acordo com a metodologia da ANS, cada dimensão recebeu uma nota que varia de 0 (pior) a 1 (melhor). O IDSS é realizado anualmente desde 2006.
No caso da Unimed Franca, a operadora apresentou Índice de 0,7117 e mostrou evolução comparado ao Índice de 0,6825 registrado em 2011. Para o assessor estratégico da gestão da Unimed, Paulo Cruz Neto, o resultado coloca a operadora entre as melhores do país e mostra que a empresa não mede esforços para melhorar a cada ano. “Estamos investindo pesado para ampliar o atendimento ao cliente. Vamos aumentar o número de cooperados e de serviços credenciados. Queremos na próxima avaliação estar com Índice acima do 0,8”. A Unimed prevê investir R$ 4 milhões em melhorias em 2014.
Sobre os resultados baixos obtidos nas dimensões econômico-financeiro (0,4344) e satisfação dos beneficiários (0,5998), Neto disse que a Unimed solicitará uma revisão administrativa em relação ao primeiro caso. Já referente ao segundo índice, ele atribuiu o resultado a um problema com o prestador de serviço responsável pela realização da pesquisa de opinião.
O presidente do Hospital Regional, o médico Alberto Silva Costa, disse que a queda de desempenho da operadora ocorreu devido os resultados ínfimos nas dimensões econômico-financeiro e atenção à saúde. “Nosso desempenho caiu no aspecto financeiro porque tivemos muitos gastos não programados com o processo de fusão. Fizemos dispensa de funcionários, gastamos com assessoria jurídica, por isso o balanço não ficou de acordo com o habitual. Com relação a atenção à saúde, o resultado também ficou baixo, pois desativamos a medicina preventiva com a fusão e com isso os dados praticamente não foram enviados”, explicou.
Segundo a ANS, o Índice do Regional no ano passado foi de 0,5812 ante o 0,6895 conquistado em 2011. “Apesar dos resultados, tudo foi revertido. A medicina preventiva foi reativada e as finanças controladas. No próximo ano, nossa avaliação, com certeza, será melhor”, conclui Costa.