11 de julho de 2026

Cidade pasmada: morre a agente de seguros Ceris, aos 49 anos


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Cerislene de Lourdes Melo, a Ceris, era diretora da Ceris Corretora de Seguros

Morreu ontem, dia 2 de dezembro, depois de grave acidente automobilístico na rodovia BR-265, situada entre as cidades mineiras de Boa Esperança e Iricinea, Cerislene de Lourdes Melo, Ceris, como era conhecida, fundadora e diretora da Ceris Corretora de Seguros. Estava a passeio nas cidades históricas de Minas Gerais. Voltando a Franca, perdeu o controle de seu Honda City em curva ao final de longa reta, e chocou-se contra uma árvore.

O estrondo foi ouvido por lavradores que trabalhavam próximo ao local. Imediatamente, acorreram à rodovia e tomaram as primeiras providências para transferência de Ceris à Santa Casa de Boa Esperança. Atendida, não resistiu aos ferimentos e morreu às 12h35, segundo informações de médico e auxiliares daquele hospital. Também segundo eles, o corpo iniciaria translado para Franca na madrugada de hoje.

Era filha de Adelzídio Melo e Orenis Ranuzzi, irmã de Carlos, Beth, Ceris Lucy, Lucelena, Antônio Ozíris e Adalberto (falecido também em acidente automobilístico). Divorciada, Ceris deixa dois filhos, Cairo e Guilherme. Integrou, por anos, o quadro gerenciamento do Banco Mercantil do Brasil, em Franca. No exercício bancário, iniciou a construção da grande rede de relacionamentos profissionais que a tornariam uma das mais respeitadas agentes de seguros locais. Após o banco, criou, há quase 20 anos, sua própria empresa.

As redes sociais, a partir da veiculação da notícia de sua morte, ontem, tornaram-se depositárias de centenas de mensagens sobre sua educação, sorriso e alegria permanentes, competência e idoneidade profissional. Algumas ressaltaram sua capacidade “de não apenas vender produtos e serviços. Empenhava-se, pessoalmente, em alcançar soluções”. Lourdes Lazarini de Lima, esteticista que a atendeu por anos e que conversou com ela na sexta-feira, por telefone, ocasião em que Ceris visitava a cidade de Tiradentes (MG), disse que “ela estava muito feliz, finalmente iniciando as viagens que queria ter feito há tempos. Agradeceu a ligação e afirmou que estaria de volta ao batente na segunda-feira, deixando marcado, inclusive, retorno à clínica, mas Deus decidiu diferente”.

Até o fechamento desta edição o corpo da corretora de seguros continuava no IML (Instituto Médico Legal) de Varginha (MG), para onde seus familiares foram fazer sua liberação.