A polêmica decisão de reduzir as vagas de estacionamento no Centro de Franca ganha um novo capítulo. O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) cedeu e libera a partir deste domingo, com restrições, as 329 vagas de estacionamento que haviam sido extintas. A proposta foi aceita sob protestos pelos lojistas. Para muitos, o prefeito respondeu com uma “imposição” à reivindicação de retomada das vagas.
Se a proposta fosse rejeitada, os cortes permaneceriam. Como os comerciantes “aceitaram”, o estacionamento volta a ser autorizado das 16 às 9 horas da manhã do dia seguinte. Já das 9 às 16 horas, a proibição continuará a valer de segunda a sexta-feira. Aos sábados, domingos e feriados, o estacionamento será livre o dia todo. O retorno é válido para todas as vias que tiveram estacionamentos cortados desde agosto.
Embora o estacionamento esteja novamente autorizado, no horário determinado, a cobrança de Área Azul no período ainda não está totalmente ajustada, mas o secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, adiantou que as vagas abertas após os cortes continuam funcionando normalmente.
“A área azul aos sábados e as que foram instituídas permanecem normalmente. Somente das 16 às 17 horas que ainda vai ser definido como será feito. Vamos verificar e acertar com a Esac (Escola de Aprendizagem e Cidadania)”, disse Buranelli.
O retorno das vagas coincide com o período de abertura das lojas em horário especial. Do dia 6 de dezembro até o Natal, as lojas passam a funcionar até as 22 horas. Depois deste período, a Prefeitura e a Acif voltarão a se reunir, no dia 10 de janeiro de 2014, para analisar os resultados da nova medida. “É um momento agora que o comércio abre à noite. Então vamos acompanhar todo este processo e reunir no começo de janeiro para avaliarmos o resultado. Temos que ir ajustando as coisas e, para isso, muitos estudos serão feitos”, conclui Buranelli.
Polêmicas
O corte das vagas já gerou grandes confusões. Os comerciantes já ameaçaram até mesmo fechar o Centro pela volta dos estacionamentos. Recentemente, na reunião convocada pela Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) para apresentar a proposta, alguns lojistas chegaram a usar nariz de palhaço.
“Foi um aviso da Prefeitura, uma condição imposta pelo Alexandre. Ele resolveu por capricho e desconsiderou a nossa classe. O poder subiu na cabeça dele, porque o que ele fez conosco não se faz”, disse o empresário Mário Junqueira, durante a reunião.
Na ocasião, o presidente da Acif, José Alexandre do Carmo Jorge, disse que já esperava a manifestação. “Conciliar o interesse individual com o coletivo é muito complicado. Então, as opiniões divergem de todas as formas, mas, antes eu não tinha nada e agora eu tenho um fôlego. E é com esse fôlego que nos foi concedido que vamos tentar passar o Natal.”