09 de julho de 2026

Vigiai, acordados e atentos


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Iniciamos o tempo do Advento que nos prepara para a celebração do Natal de Jesus. Vivemos, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, de Franca, a novena da festa da Imaculada Conceição: tempo oportuno da graça de Deus em nossa vida. Vejamos os ensinamentos da Palavra de Deus proclamada nas missas hoje: Is 2, Romanos 13 e Mateus 24.

Primeira Leitura: — Is 2: Quando Isaías pronuncia esta profecia, o Reino de Judá encontra-se EM situação dramática: reis vizinhos se aliaram e estão para começar guerra. Todos, desde o rei Acaz, até o último cidadão, tremem de medo. O profeta mantém a calma, e em nome de Deus, anuncia o futuro: a capital, Jerusalém, não será destruída. E promete: A cidade santa se tornará o centro para a qual o mundo voltará o olhar, sonhos e esperança. Isaías contempla grande procissão que se movimenta em direção de Jerusalém, formada por todos os povos e nações para ouvir a palavra do Senhor, para aprender a lei do povo de Israel. A terceira promessa descreve a paz universal, fruto da justiça e da prática da palavra de Deus. Os instrumentos para matar, espadas e lanças, serão transformados em instrumentos de produção, enxadas e arados. Os homens não mais usarão armas uns contra os outros. As guerras, as injustiças, a fome, a nudez, o sofrimento, as doenças, estão fadadas a desaparecer, e isto acontecerá quando os homens se voltarem para Cristo.

Segunda Leitura — Romanos 13: Para descrever a vida dos cristãos, Paulo se serve de uma comparação. Diz que, antes do Batismo, caminhavam nas trevas e faziam obras das quais se envergonhavam à luz do dia: bebedeiras, bailes imorais, furtos, adultérios... Após, entraram no reino da luz, jogaram fora a roupa velha e vestiram Cristo. Em verdade, o cristão deve comportar-se de tal forma que quem o observa, possa ver nele as obras, o olhar, as palavras e o sorriso do Mestre. Paulo, todavia, constata que trevas, mesmo entre cristãos, não desapareceram. Suas palavras são convite à esperança: a noite vai alta e um novo dia está surgindo, uma nova humanidade começa.

Evangelho — Mateus 24: Para entender o Evangelho é preciso atentar ao início do capítulo 24: Jesus se refere à cidade de Jerusalém, a seus habitantes que não querem converter-se e caminham para a ruína. A profecia de Jesus se realizará 40 anos depois, quando os romanos destruirão a cidade. Os discípulos, abalados, perguntam: quando isto acontecerá e quais serão os sinais? O primeiro é tomado de narração da Bíblia. No tempo de Noé havia dois tipos de pessoas: umas pensavam só em comer, beber e divertir-se; estas pereceram. Outras, que observavam com vigilância e estavam atentos, perceberam que o dilúvio estava por chegar. Salvaram-se e deram início à nova humanidade. Da mesma forma que o dilúvio chegou, assim chegaráa destruição de Jerusalém. O segundo exemplo se refere à atividade que homem e mulher desenvolvem: o trabalho nos campos e a preparação da farinha. Ao mesmo tempo que vivem as situações mais comuns da vida de todos os dias, devem manter-se de olhos abertos para saber identificar o Senhor que está vindo. Alguns estão alerta; outros não. A conclusão: novamente se repete, de forma clara, o ensinamento: ‘Vigiai, porque não sabeis o dia em que o Senhor virá’
O terceiro exemplo é ainda mais claro: o ladrão não avisa a hora da sua chegada, e por isso deve-se estar sempre acordado para poder prendê-lo. Também os habitantes de Jerusalém, diz Jesus, devem vigiar para não serem surpreendidos pelos acontecimentos que estão por vir. O que Jesus quer dizer no Evangelho de hoje é que ele vem continuamente para salvar-nos e trazer-nos felicidade, mas nós temos que estar sempre acordados e atentos para perceber cada vinda sua.

Monsenhor José Geraldo Segantin
Administrador Diocesano - segantin@comerciodafranca.com.br