Governos e cientistas tendem a priorizar combustíveis e energias alternativas e renováveis, porém, é erro na visão da IEA (International Energy Agency). Para a agência, eficiência energética é o combustível mais importante do mundo. Com pequenos investimentos de melhoria da eficiência energética pode-se ter um enorme impacto na redução do consumo de combustíveis e redução das emissões e, de dinheiro, mesmo.
O Conselho Americano para Economia Eficiente de Energia preocupa-se com o progresso deste campo. Programas estão em andamento: eficiência em prédios, frota de veículos leves, transporte público e geração de energia, eletrodomésticos e códigos de construção verdes. Não entendo porque triciclos não vingam.
Se carros são eficientes, motoristas, não. Estudo do Instituto de Transporte da Universidade de Michigan mostra que hábitos ruins anulam a eficiência de novos automóveis. Nos EUA, é catastrófico: consumiram 122 bilhões de litros em 2010. Tem-se que fazer grandes campanhas e ensinar a dirigir melhor.
Outra proposta do Conselho é reforma tributária para promover eficiência energética. Eficiência energética gera empregos, aumenta a produtividade e preserva o meio ambiente.
No Brasil, creio que o Congresso deveria proibir Estados e municípios de taxar ações de preservação. Incluiria ai, geração de biodiesel, biogás e gás d’água (veja a importância do hidrogênio) feito de dejetos e lixo orgânico de origem animal ou humano, principalmente do lixo agrícola. Veja-se quanto óleo vegetal de fritura se produz nas cidades, lixo orgânico, esgoto, e a massa de bagaço de cana, laranja, galhos, folhas, etc.
E não nos esqueçamos de cisternas. Em em cidades como São Paulo, amenizariam enchentes. E por que não ônibus híbridos? Ou não usar o BNDES para financiar projetos melhores do que os que são obscenidades?
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)