O presidente da Câmara, o vereador Jépy Pereira (PSDB), diz que “não há irregularidade” na criação dos cargos e na recontratação dos mesmos funcionários que ocupavam as funções extintas. Ele alega que a ação popular seria uma tentativa de um grupo de servidores da Câmara prejudicá-lo na eleição para a presidência, no dia 5 de dezembro.
Jépy afirma que o projeto aprovado dia 15 de outubro teve o objetivo de atender às recomendações do TCE (Tribunal de Contas do Estado) no sentido de “adequar e regularizar” os cargos em comissão da Câmara. “Se eu não tomasse providências, poderia ter as contas rejeitadas. Tudo ocorreu dentro dos conformes, com orientação do Tribunal de Contas. Foi tudo devidamente aprovado pelo plenário (da Câmara) e consertamos a situação.”
Jépy alegou que a Câmara tem prerrogativa constitucional para criar cargos em comissão, que são de livre nomeação e exoneração. O presidente disse estar sendo alvo de retaliação interna. “Não houve contratação irregular. A ação foi no sentido de me prejudicar. Como estamos num processo de eleição e também aprovamos a mudança do regime jurídico de celetistas para estatutário, elas (procuradoras da Câmara) se sentiram prejudicadas e, agora, estão indo para a forra, para a represália.”
Lembrou que, em outra ação, na Justiça do Trabalho, as procuradoras-jurídicas da Câmara solicitam uma indenização do município no valor de R$ 1,68 milhão para reparação de supostos danos morais sofridos no trabalho. Elas alegam que sofreram perseguições e tiveram o salário reduzido, em 2012, pelo então presidente Válter Gomes (PSB).