O caso desta quinta-feira foi o terceiro registrado pelo Sindicato dos Sapateiros de Franca nos últimos seis meses. O número, segundo o advogado Leonardo Marques Corrêa, pode ser ainda maior, já que muitas vítimas não denunciam as ocorrências.
Por conta disso, o Sindicato quer realizar uma campanha de conscientização e esclarecimento nas fábricas de calçados da cidade. “A ideia é deixar claro para todos que esse tipo de postura não é admissível. É crime e pode gerar prejuízos não apenas para os autores, mas também para a empresa”.
O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Fábio Cândido, deve se reunir na próxima semana com a direção do SindiFranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca) para acertar detalhes de como será a campanha. “Precisamos trabalhar em conjunto para acabar com essa prática abominável”, disse Leonardo. A data da reunião ainda deve ser definida.
O advogado ainda recomendou que qualquer sapateiro que se sentir agredido deve procurar a orientação do sindicato. “Daremos todo o apoio jurídico. Os trabalhadores não devem se calar nem aceitar serem xingados ou humilhados”, disse.