Há quase um ano, a promotora de vendas Danúbia Harumi Satake, 25, tenta uma vaga para sua filha, Lindysi, de 1 ano e 11 meses, em uma das creches da cidade. Ela relata que, primeiro, tentou o caminho convencional, procurando a Secretaria Municipal de Educação. “Eles falavam que eu tinha que esperar o próximo período de inscrições”. Ela recorreu então à Defensoria Pública. Lá foi aberta uma ação judicial e ela recebeu um ofício que solicitava “a imediata disponibilização de vaga em creche próxima à residência da requerente” e a abertura de uma ação.
Em 22 de agosto, ela recebeu um comunicado da Secretaria Municipal, pedindo que fizesse a inscrição de sua filha na creche “Breno Moacyr Bastos Marson”, da Vila Izabel, mas no dia 28, ficou sabendo que Lindysi estava apenas na lista de espera. “Se procurando até a Defensoria, não pude colocar minha filha na creche, o que eu tenho que fazer para conseguir? Não consigo um emprego registrado porque não tenho com quem deixar a minha filha”, queixou-se.
A diretora da Divisão de Creches da Secretaria Municipal de Educação, Carmem Peliciari, disse que Lindysi ficou na lista de espera por não cumprir o critério de localização. As as vagas das creches vão primeiro para as crianças do próprio bairro, depois para os bairros adjacentes e por último para as demais regiões da cidade. Danúbia mora no Jardim São Francisco, distante 4 km da creche. Diante do impasse, a criança continua fora da creche.
O defensor público da Infância e Juventude, Luciano Dal Sasso Masson, confirmou a solicitação de vaga feita por Danúbia, mas o pedido ainda não foi julgado pelo cartório da Infância. “Esta é uma situação atípica. Normalmente, casos de vaga em creche andam bem rápido. Vamos avaliar o processo e ver o que está acontecendo”, disse Masson.