Agentes do 5º DP investigavam o furto de máquinas para calçados quando descobriram que tudo não passava de um golpe. O sapateiro que fez o registro responderá por falsa comunicação de crime e uso de documento falso. Ele tinha uma identidade com numeração do RG de uma projetista de Jundiaí (SP) - um 3 da identidade do sapateiro foi modificado para 8. Com ele, o sapateiro abriu conta em banco, tirou carteira de habilitação e até marcou casamento.
A história de LJS, 32, do Vera Cruz, teve início quando ele procurou o DP para registrar que duas máquinas de calçados teriam sido furtadas. Sob o comando do delegado Helder Rodrigues, os investigadores Reginaldo Calil e Wilson Araújo passaram a trabalhar no caso e descobriram que o furto nunca existiu.
“Ele emitiu cheques sem fundos a funcionários e para evitar uma ação, vendeu uma das máquinas a um conhecido para pagar cheques. A outra era alugada e foi devolvida ao proprietário”, disse o delegado. O objetivo do sapateiro, segundo as investigações, era aplicar um golpe no sócio.
Ao qualificar LJS, os investigadores descobriram que a numeração do RG que ele apresentou pertencia a uma mulher. O delegado apreendeu a identidade e a CNH para serem periciadas. “Não podemos afirmar se houve fraude até que os laudos sejam emitidos, mas há indícios”, destacou Rodrigues.
A polícia descobriu também que em 2006 LJS foi abordado por PMs. Na ocasião, ele foi comunicado que a numeração do RG pertencia a uma mulher, mas nunca providenciou a correção.