09 de julho de 2026

Rifaina terá parque para criar peixes e ajudar pescadores


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Odair Andrade Júnior é pescador profissional em Rifaina há cinco anos. Hoje ele consegue, por pesca, até 70 quilos de peixe

O Ministério da Pesca e Aquicultura quer transformar a represa de Jaguara em Rifaina em um parque produtor de pescados. Um projeto para a instalação de um parque aquícola no rio Grande está em andamento e prevê a cessão do uso do lago para a criação de peixes em tanques redes por pescadores profissionais e amadores. O objetivo é incentivar a produção na região e auxiliar na geração de renda dos contemplados. Além de Rifaina, Pedregulho, Igarapava e Sacramento (MG) receberão o projeto.

Segundo o secretário do Trabalho e Emprego de Rifaina, George Afonso, o primeiro passo para a implantação do projeto foi identificar as áreas por uma equipe de técnicos do Ministério da Pesca em outubro. O projeto aguarda agora as licenças ambientais e autorização do uso da água para na sequência realizar a demarcação do parque. “Após a confirmação, faremos o cadastro dos pescadores interessados em participar da licitação. A preferência é por pescadores profissionais da cidade, porém não haverá restrição.”

O parque aquícola de Rifaina deve ocupar oito alqueires e contemplar gratuitamente 15 pescadores selecionados. A cessão do uso da água será por 20 anos, podendo ser prorrogado por igual período. “Estimamos que cada pescador contemplado tenha uma produção de 4 toneladas de peixe por semana”, adiantou Afonso. Em Rifaina, a Prefeitura acredita ter cerca de 30 pescadores profissionais.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Pesca, após a seleção e demarcação do parque, o governo oferecerá assistência técnica e acesso a linhas de crédito para a implantação dos tanques redes. Caberá ao município auxiliar na montagem do parque e oferecer aos contemplados acesso ao local. Posteriormente, a Prefeitura ajudará no escoamento da produção. “O projeto ajudará na geração de renda dos pescadores o ano todo, inclusive durante a piracema”, disse o secretário.

A piracema começou no dia 1º de novembro. A pesca é proibida sob pena de multa até o dia 28 de fevereiro de 2014 e visa preservar a reprodução natural dos peixes.

Segundo Afonso, o projeto focará na produção de tilápias e o parque ficará próximo ao Morro das Garças, em uma área com 20 metros de profundidade.