Seja manhã, tarde, noite ou madrugada. Para os ladrões de supermercados não existe dia ou noite. São pelo menos quatro roubos ou furtos por dia nos estabelecimentos de Franca, segundo a entidade que representa o setor. Tamanha insegurança amedronta e revolta os empresários que veem investimentos em segurança se tornarem inúteis. Geralmente, os ataques são rápidos e os assaltantes dificilmente capturados. De acordo com a Associação de Supermercados de Franca, existem hoje na cidade 250 varejões, minimercados, supermercados e mercearias.
Segundo o presidente da associação, Carlos Pereira, os roubos acontecem em toda a cidade, mas acredita que em duas regiões são mais frequentes. “As regiões Oeste e Norte estão sendo mais assaltadas. Mas, na verdade, está difícil para todo mundo. Entram no estabelecimento à noite ou durante o dia mesmo, com assalto à mão armada. Os registros são muitos e, de todo jeito, estamos reféns.”
Para impedir ou ao menos intimidar as ações, os empresários têm investido em tecnologia e contratação de seguranças, mas nem sempre surtem o efeito esperado. “A maioria dos comerciantes tem colocado circuito de segurança, alarmes e tem alguns que até contrataram segurança, mas para trabalhar no horário de pico, porque é difícil para o comerciante pagar um segurança 24 horas. As câmeras são uma opção, mas os bandidos também vêm encapuçados, com capacetes, encobrem o rosto e, depois que fugiu, é raro identificar e capturar”, disse o presidente.
Casos
Proprietário de dois estabelecimentos na cidade, Carlos Pereira também foi alvo dos bandidos na semana passada. Através de um buraco na parede, o supermercado localizado no bairro Bonsucesso foi invadido durante a noite. “O alarme disparou, mas até que a gente chegou lá, já levaram muitas coisas. Desta vez, levaram muitas mercadorias minha, entrando pela parede.”
A proprietária de um minimercado na zona Norte também conhece bem as ações dos bandidos. Desde que abriu as portas, há oito anos, sofre anualmente com assaltos. Este ano, a ação aconteceu há cerca de três meses. “Desde que eu estou aqui, fomos assaltados todos os anos, e teve ano que foi até mais de uma vez. Entraram no horário de funcionamento e à mão armada. Nunca reagimos ou expressamos algum tipo de reação, apenas dissemos para levar o que quisessem e pedimos para não para fazer nenhum tipo de violência.” O local possui circuito de segurança, instalado há cinco anos, mas nunca foi eficiente para recuperar os prejuízos.