A cada mês, até quatro casos de câncer de próstata são diagnosticados pelos profissionais dos ambulatórios de especialidades NGA-16 (Núcleo de Gestão Assistencial) e AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Franca.
Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, que, nesta semana, preparou uma campanha preventiva com os homens como público-alvo, chamada Novembro Azul.
A campanha, que vai até esta quinta-feira, dia 14, tem como objetivo destacar a importância de diagnosticar o câncer precocemente e desmistificar a doença, além de incentivar a mudança de hábitos para evitar ou controlar o diabetes.
As ações serão realizadas na Casa do Diabético, nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e no NGA. Em todas as unidades básicas e no NGA, os usuários vão poder receber orientações e folhetos educativos sobre as doenças. Banners também serão instalados em pontos estratégicos da cidade.
Na Casa do Diabético (rua Dionízio Faciolli, 1.148, Vila Industrial), haverá palestras e discussões sobre o diabetes e sua prevenção.
Cuidados
O urologista José Carlos Inácio alerta para o fato de o câncer de próstata não apresentar sintomas. “Os exames têm que ser feitos anualmente para que o câncer seja descoberto precocemente e o tratamento seja mais fácil. Se tratado precocemente, o câncer é totalmente curável”, disse.
Antigamente, a idade ideal para os homens sem histórico da doença realizarem os exames de detecção era de 45 anos. Contudo, neste ano, a Sociedade Brasileira de Urologia aumentou a idade para 50, para evitar que casos de câncer indolente (que se desenvolvem lentamente e não oferecem muito risco) sejam tratados sem necessidade.
“Eles chegaram à conclusão que, geralmente, os cânceres começam a aparecer após os 50 anos”, acrescentou José Carlos Inácio.
Os exames para a detecção do câncer de próstata incluem o toque retal e um exame de sangue (chamado de PSA) que, segundo o urologista, se complementam na hora do diagnóstico.
Fé
Um dos francanos acometidos pelo câncer de próstata é o curtumeiro aposentado Almerindo Pereira Neves, 71. Ele foi diagnosticado com a doença em 2006, e retirou completamente a próstata em junho deste ano.
Agora, no próximo dia 25, Almerindo vai se consultar novamente para ver se o câncer está controlado. “Se eu não tirasse a próstata, iria morrer. Agora, o que me resta é estar vivo. A vida é bela... Com fé em Deus e Nossa Senhora Aparecida, sinto que ficarei curado”, afirmou o aposentado.
Almerindo não era acostumado a fazer o exame de toque anualmente, mas, hoje, depois da doença, mudou de atitude e dá conselhos. “Quem não faz (o exame) está perdendo tempo, não adianta ter preconceito. Hoje, incentivo meus filhos a fazerem o exame de toque, porque (o câncer) não é fácil”, disse.