11 de julho de 2026

‘Rei do camarote’ já foi indiciado por agressão contra mulher e filha


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O empresário Alexander Augusto de Almeida, que virou motivo de chacota na internet após aparecer em reportagem da Veja promovendo ostentação

O empresário Alexander Augusto de Almeida, o famoso ‘rei do camarote’, é citado duas vezes como suspeito por agressão contra a filha adolescente e contra sua então mulher em boletins registrados em 2008 e 2011 em Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo.

Alexander não chegou a comparecer em nenhuma das delegacias em que foi acusado embora tenha sido apontado formalmente como suspeito por lesão corporal, violência doméstica, ameaça e injúria. No entanto, ele não teria respondido pelos crimes na Justiça porque as denunciantes não quiseram representar contra ele.

O empresário, que virou motivo de chacota na internet após aparecer em reportagem da Veja promovendo ostentação, apagou as páginas que mantinha nas redes sociais e tem se escondido da mídia.

As acusações

A primeira acusação foi registrada em 3 de novembro de 2008. Alexander foi apontado como agressor da filha de 15 anos que tem com a ex-mulher, uma dona de casa. Segundo o boletim, o empresário tem ainda outra filha com a ex-mulher. Na ocasião, a estudante disse que o pai "sempre fora agressivo" e que após uma discussão por telefone, ele a trancou em uma sala de seu escritório. Ainda de acordo com os relatos da adolescente, Alexander "desferiu-lhe diversos tapas, acertando-lhe o rosto, olho direito e braços, além de ter xingado a vítima." As agressões só teriam parado quando um tio da garota retirou Alexander da sala.

Alexander foi denunciado novamente por agressão em 11 de novembro de 2011, desta vez, pela a então mulher. Na época, a suposta vítima tinha 30 anos e afirmou "ter convivido em união estável por cerca de três anos" com o empresário, mas não tiveram filhos.

Em seus relatos, ela diz que "desde o início da convivência, demonstrou índole agressiva e ciúme obsessivo", e que a agrediu "diversas vezes anteriores (...) a ponto de estourar-lhe um tímpano". Ainda de acordo com seus relatos, o empresário a teria obrigado a assinar procurações a fim de atender a seus interesses particulares.