08 de julho de 2026

Com acordes sustentáveis


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Marco Papa à frente da Orquestra Verde, em apresentação de estreia no Senai

Com um público de cerca de 150 pessoas e 22 músicos no palco, a Orquestra Verde de Franca fez sua estreia na noite da última sexta-feira, no teatro do Senai. Marcada para começar às 19 horas, a apresentação teve início às 20. De acordo com Alessandra Costa, diretora executiva da Amigos do Guri - organização social que gere os polos do Projeto Guri no interior e litoral de São Paulo -, problemas técnicos foram a causa do atraso. “Gostaria de pedir desculpas aos presentes”, disse antes de explicar o conceito do projeto que utiliza instrumentos de madeira certificada pela Forest Stewardship Council (FSC). Além dos músicos do grupo de referência de cordas dedilhadas de Franca, participaram do espetáculo a violinista Camila Santana, a vocalista Carmen Ribeiro, o percussionista Ricardo Perez e o violeiro Ivan Vilela. Coube ao regente Marco Papa a frente do trabalho, que contou com rico repertório.

Com palmas constantes o público demonstrou sua satisfação. Gritos de aprovação e assobios também foram comuns. Para quem assistiu ao grupo pela primeira vez, a impressão foi agradável. “Achei lindo! Adorei a desenvoltura dos alunos”, afirmou a bancária Maria Cristina Cruz. Mesmo quem já havia prestigiado os jovens por diversas vezes se disse impressionado. “Já assisti a várias apresentações do Guri, mas esta foi perfeita. Lindo, não é? Eu fiquei encantada...”, disse a esteticista Patrícia Ferreira Scott ao fim do evento.

Ao lado do palco, o violeiro convidado Ivan Vilela foi assediado por pessoas da plateia - que o procuraram para parabenizá-lo- e por integrantes da Orquestra Verde, que aproveitaram a ocasião para se despedir e tirar fotos. “Foi muito legal conviver com o Ivan. Recebemos ele de braços abertos e ele nos tratou super bem. Nos tornamos amigos”, revelou Lara Carrijo, que opera um dos violões da Orquestra. Para Ivan, a recíproca foi verdadeira. “Foi uma riqueza poder trabalhar com essa turma. A resposta musical deles é muito rápida e Franca é uma terra de povo muito acolhedor. É uma cidade especial.”

Vide Vida Marvada, de Rolando Boldrin, Senhorinha, de Guinga, Saudade da Minha Terra, de Goiá e Belmonte e Assum Preto, de Luiz Gonzaga fizeram parte do repertório.

O projeto
A Orquestra Verde nasceu com o intuito de fomentar uma ideia sustentável a partir da fabricação dos instrumentos considerados ‘verdes’ devido a sua procedência certificada. Confeccionados pela Oela - Oficina Escola Lutheria da Amazônia, estes instrumentos possuem qualidade sonora superior aos feitos com madeira compensada e não agridem o meio ambiente. “A Oela só utiliza madeira de procedência certificada”, afirmou o professor da oficina, que esteve presente na estreia da Orquestra Verde.

Ana Maria Wilheim, integrante do conselho da Amigos do Guri e idealizadora do projeto, contou ao Comércio o motivo que a levou a sugerir a proposta. “Através de uma orquestra desse tipo você pode formar pessoas com maior consciência socioambiental. A pauta da sustentabilidade é a agenda do agora e do futuro.” De acordo com Alessandra Costa, diretora executiva da Amigos do Guri, a ideia tomará novos rumos no planejamento do Projeto Guri. “Temos a intenção de fazer uma lutheria de instrumentos com madeira certificada. É uma ideia embrionária, mas que estamos trabalhando para que aconteça.”.