A nova escola do Sesi em construção na unidade da Vila Santa Cruz deverá ser inaugurada em abril. O prédio vertical, com quatro andares, terá condições de abrigar cerca de três mil alunos dos ensinos fundamental e médio. Também funcionará como uma faculdade voltada para a formação de professores. A novidade foi anunciada ontem pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, durante visita a Franca. O investimento total nas instalações será em torno de R$ 40 milhões.
Pré-candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Skaf veio à cidade para se reunir com lideranças empresariais e políticas. Ele aproveitou para vistoriar as obras, entrou em todas as salas e sugeriu algumas intervenções. “O compromisso da construtora era entregar em fevereiro do próximo ano, mas houve uma tolerância até abril. Espero que eles sejam eficientes e antecipem um pouquinho mas, na pior das hipóteses, até o fim de abril vamos fazer a inauguração.”
O novo prédio terá 33 salas de aulas, salas de treinamento, de música, laboratórios de ciências, informática, química e física, refeitório, áreas de convivência e setores administrativos. São onze mil metros quadrados de construção. “Não há no mundo escola mais moderna. Nossa visão é a educação completa. Formar o futuro cidadão para valer.”
Para evitar que a ampla estrutura fique sem uso no período noturno, a escola ganhará um curso superior de formação para professor. “Teremos a formação dos profissionais que vão atuar aqui do primeiro ao quinto ano. Vamos utilizar as instalações no período noturno como se fosse uma faculdade. O Sesi vai formar crianças, adolescentes, professores, atletas e artistas”, disse Skaf.
O líder dos empresários paulistas disse que a visita às obras de construção não foi feita na condição de pré-candidato, mas como presidente do Sesi. O tom adotado na entrevista coletiva ao fim da vistoria, no entanto, foi puramente político. “Não queria falar de política aqui dentro, com boné do Sesi e como presidente do Sesi, mas seria hipocrisia. Sou pré-candidato, o PMDB tomou a decisão de ter candidatura própria, dando uma opção nova a São Paulo.”
Skaf não perdeu a oportunidade de criticar o governo, principalmente no setor da educação, que será uma de suas bandeiras de campanha. “O problema do Estado é a falta de compromisso com o resultado das coisas. É um problema de gestão, dinheiro tem de mais, mas é preciso ter retorno. As crianças vão para as escolas do Estado e não aprendem. Então, não tem resultado, é dinheiro jogado fora.”
Skaf almoçou com empresários numa fábrica de calçados do Distrito Industrial. O PMDB deverá ter candidatos a deputado por Franca. Fernando Baldochi, Daniel Radaeli e Aírton Sandoval são os nomes mais cogitados.
Colaborou Tarissa Esteves