A Polícia Militar deteve na noite de sexta-feira o suspeito de ser o “tarado da Praça Barão”. O servente de pedreiro PFC, 32, do Jardim São Luiz, foi detido depois de se exibir para uma jovem estudante de 17 anos. Ele foi localizado, escondido, em um canteiro de flores da Praça Nossa Senhora da Conceição. PFC, que já esteve preso por estupro, confessou que utilizava a Praça Barão para ficar exibindo seus órgãos genitais e se masturbar para pessoas do sexo feminino de qualquer idade. O servente, que se declarou “doente e necessitando de tratamento”, foi indiciado por ato obsceno no Plantão Policial e liberado.
Denúncias de que um homem utilizava a Praça Barão para exibir suas partes íntimas e se masturbar começaram a surgir há cerca de dois meses. Meninas, adolescentes, mulheres de meia idade e até idosas se depararam com o, até então, desconhecido. Os relatos apontavam que ele agia no período da noite, quando o fluxo de pessoas no local cai drasticamente. A maioria das vítimas não formalizou o registro da ocorrência, mas ligou para os telefones da PM e Polícia Civil informando o que estaria ocorrendo. Com várias rotas de fuga, o suspeito sempre conseguiu deixar o local antes da chegada das viaturas. A história mudou sexta-feira.
O flagrante
Uma jovem estudante da Vila Chico Júlio, que completou 17 anos na semana passada, caminhava tranquilamente pela praça, quando o homem que estava próximo a uma área com pouco iluminação a chamou. Ela parou, se aproximou para ver o que ele queria e notou que o mesmo se masturbava. “Ele me pediu para pegar o seu pênis. Saí correndo de medo”, disse a vítima em seu depoimento à polícia.
Ao correr, a estudante se deparou com uma viatura da PM, onde estavam o sargento Franco e soldado Lima. A garota informou o que teria ocorrido e os policiais iniciaram patrulhamento na tentativa de localizar o autor. Na Praça Nossa Senhora da Conceição, eles se depararam com um indivíduo com as características e vestes informadas pela jovem. O suspeito tentou se esconder na vegetação, mas acabou detido.
Identificado, o servente confessou que mostrou o pênis para a menina, que já cometeu o mesmo ato em outras ocasiões, mas nunca encostou as mãos e nem agrediu nenhuma das vítimas. “Acredito que seja doente e que preciso de tratamento”, disse o acusado.
No Plantão Policial foi confirmado que ele esteve preso por estupro. Como a lei não estabelece a prisão em flagrante por ato obsceno, ele foi liberado para responder em liberdade pelo crime.