Quanta beleza existe nestas avezinhas cujo colorido de suas penas jamais foi igualado, nem a harmonia de seu canto ou a simetria de suas formas! Não me canso de admirá-los, passo horas vendo o saltitar elegante, o voo seguro e ágil, a liberdade invejável. Mais esperto do que o homem, costuma bicar as frutas maduras e quando este vai procurá-las, encontra as marcas de sua passagem por ali. Seus ninhos são primorosos e os ovinhos, então, nem se fala. Graças à natureza que nos deu estes mimos tão delicados e perfeitos. Porém, o homem não é passarinho, mas gosta de voar.
Com os recursos de que as companhias aéreas dispõem, voa-se, hoje, com muita facilidade para qualquer lugar do mundo. Dos mais exóticos passeios aos mais simples, voar tornou-se um ato usual dos humanos. É quase impossível calcular o número de voos que decolam, todos os dias, riscando os ares. Os motivos são diversos como trabalho, estudo, negócios e outros, mas o lazer é o objetivo de uma grande faixa de interessados.
Neste mês, meu filho faz um voo à Foz do Iguaçu para, em seguida, de ônibus, ir à Corrientes, às margens argentinas do Rio Paraná, outro fenômeno da natureza, de força, extensão e quantidade de água. Irá participar de uma pescaria com amigos, planejada há um ano. Antes das emoções que os variados peixes lhe trarão, certamente passará pelas Cataratas do Iguaçu, patrimônio da humanidade, de visão estonteante e uma das maiores belezas naturais do mundo. A imagem esplendorosa que verá inundará sua alma de alegria e de felicidade por estar lá. Quando pequenino, eu o vestia com uma camiseta azul e o chamava de periquitinho, agora, já bem crescido, bate as asas e vai conhecer um pouquinho do mundo.
__Voa, passarinho, voa... A vida te espera!
Maria Rita Liporoni Toledo,
professora