08 de julho de 2026

O combate à corrupção


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A descoberta da máfia que promovia a renúncia fiscal e cobrava propinas na Prefeitura de São Paulo é um exemplo que o prefeito Fernando Haddad dá para os demais administradores públicos brasileiros. Ao tomar conhecimento da possível existência do esquema, acionou a controladoria e descobriu os malfeitos, provocando a prisão de funcionários categorizados. A nódoa pode ter manchado até integrantes do seu próprio grupo político, que teriam recebido ajuda de campanha vinda da propina. Se confirmada a participação dessas figuras de sua confiança, não terá outra coisa a fazer além de afastá-las e denunciá-las à Justiça. É como devem agir os governantes e dirigentes legislativos sempre que lhes chega a informação sobre inconformidades em sua administração. Com isso cortam o mal pela raiz e evitam desgastes como os mensalões e as farras das ONGs.

Quando apura e pune os errantes incrustados em seu governo, o político cresce no conceito popular, pois cumpre com o seu dever de defender o bem público. Pode sofrer revezes junto a setores políticos comprometidos com a corrupção, mas sai vitorioso perante o povo, a quem pediu os votos. Se todos tivessem esse comportamento, a classe política certamente não sofreria da má imagem que o povo dela faz.

Apesar das dificuldades, escândalos e omissões, não podemos ignorar que o Brasil de hoje é melhor que o de anos atrás. Se parte dos políticos tem dado desgosto à população, temos do outro lado o Ministério Público, a Polícia Federal e a Imprensa, que têm cumprido uma cruzada anticorrupção. Temos até a organização popular que impôs ao Congresso a Lei da Ficha Limpa, que banirá maus políticos, e o movimento ‘Acorda’. É preciso cultivar as boas iniciativas e combater os vícios e excessos.

O povo precisa voltar a ter motivos e orgulho para votar. O país carece de verdadeiros líderes, que trabalhem na solução dos problemas e jamais permitam que o dinheiro público, destinado à prestação de serviços à população, seja desviado para enriquecer as quadrilhas de colarinho branco...

Ten. Dirceu Cardoso Gonçalves
Dirigente da Aspomil (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) aspomilpm@terra.com.br