08 de julho de 2026

Saibamos cooperar


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Saibamos cooperar

Todos os homens receberam Dele sagrados dons, ainda que muitos se mantenham afastados do campo religioso. Referimo-nos aqui, porém, aos cultivadores da fé, que iniciam o esforço laborioso e longo da descoberta dos valores sublimes que vibram em si mesmos. Grande parte suspira por espetaculares demonstrações de Jesus em seus caminhos, e companheiros incontáveis acreditam que apenas cooperam com o Senhor os que se encontram no ministério da palavra, no altar ou na tribuna de variadas confissões religiosas. Urge, entretanto, retificar esse erro interpretativo. O Senhor está conosco em todas as posições da vida. Nada poderíamos realizar sem o influxo de sua vontade soberana. Diz-nos o Mestre com clareza: - ‘Eu sou a videira, vós as varas.’ Como produzir alguma coisa sem a seiva essencial? Efetivamente, os aprendizes arguciosos poderão objetar que, nesse critério, também encontraremos os que praticam o mal, alicerçados nas mesmas bases. Respondendo, consideraremos somente que semelhantes infelizes enxertam cactos infernais na Videira Divina, por conta própria, pagando elevado preço, perante o Governo do Universo. Reportamo-nos aos companheiros tímidos e vacilantes, embora bem-intencionados, para concluir que, em todas as tarefas humanas, podemos sentir a presença do Senhor, santificando o trabalho que nos foi cometido. Por isso, não podemos olvidar a lição evangélica de que seria abençoado qualquer esforço no bem, ainda que fosse apenas o de ministrar um copo de água pura em seu nome. O Mestre não se encontra tão-somente no serviço daqueles que ensinam a Revelação Divina, através da palavra acadêmica instrutiva ou consoladora. Acompanha os que administram os bens do mundo e os que obedecem às ordenanças do caminho, concorrendo na edificação do futuro melhor, nas organizações materiais e espirituais. Permanece ao lado dos que revolvem o chão do Planeta, cooperando na estruturação da Terra Aperfeiçoada, como inspira os missionários da inteligência na evolução dos direitos humanos. Saibamos cooperar, desse modo, nos círculos de serviço a que fomos chamados para o concurso cristão. Faze, tão bem quanto esteja em tuas possibilidades, a obra parcial confiada às tuas mãos. Por hoje, talvez te enganes, supondo servir às autoridades terrestres, no entanto, chegará o minuto revelador no qual reconhecerás que permaneces a serviço do Senhor. Une-te, pois, ao Divino Artífice, em espírito e verdade, porque o problema fundamental de nossa paz é justamente o de saber se vivemos nele tanto quanto ele vive em nós.

‘Mensagem do Livro Fonte Viva
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
pelo espírito de Emmanuel.’