Nos relatórios entregues à Câmara, Nirley de Souza (DEM) e Luiz Carlos Vergara (PSB) afirmam que, se o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) repassasse para o valor da tarifa de ônibus da cidade a isenção de impostos concedida pelo governo federal, seria possível uma redução de R$ 0,10 no valor cobrado, caindo dos atuais R$ 2,80 para R$ 2,70. Segundo os relatórios, a desoneração do PIS/Cofins gera uma redução de 3,65% do valor da tarifa, que corresponderia aos R$ 0,10.
Para os vereadores, a redução pode ser ainda maior se a Prefeitura abrir mão da cobrança do ISS (Imposto Sobre Serviços), que corresponderia a outros 2%, cerca de R$ 0,05. Para isso, eles sugerem que o prefeito Alexandre Ferreira apresente um projeto de lei isentando os serviços de transporte público da cobrança.
Luiz Carlos Vergara vai ainda mais longe e pede que o prefeito também reconsidere a taxa de administração hoje cobrada pela Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), que gerencia o transporte. O valor, segundo o vereador, corresponderia a 1,5%.
Vergara ainda apresenta uma proposta para que a Prefeitura de Franca subsidie as gratuidades concedidas na cidade, que equivaleriam a R$ 864,9 mil mensais e representariam cerca de 29% do custo operacional do transporte coletivo em Franca. O plano seria executado em três anos. Agora, a Prefeitura passaria a pagar 8,92% das gratuidades. Em 2014, 18,92% e, finalmente, em 2015, o poder público municipal assumiria toda a gratuidade com o subsídio de 29%. O vereador não diz de quanto seria a redução no valor da passagem caso a proposta fosse aceita.