O Natal está aí. O comércio começa a decorar lojas. Já neste novembro, o clima é de Natal. Estamos ansiosos para que o movimento corresponda. Afinal, é o período de maior faturamento do ano. É ai que surgem dúvidas. As vendas serão melhores que em 2012?? Se levarmos em conta as notícias ruins, temos vários motivos para desânimo: juros altos e Selic com previsão de atingir 10% na reunião de novembro do Copom.
O endividamento do consumidor também preocupa e tira o fôlego. Boa parte das pessoas vai usar o 13º para quitar dívidas, reduzindo assim, compras e presentes. A inflação resistente provoca aumento de preços e reduz o consumo. A lista de posições negativas fica mais extensa quando se analisa o câmbio e o cenário econômico internacional. Porém, toda moeda tem dois lados. Afinal, não estamos em crise, mas sim em processo de desaceleração da economia. O dinheiro não desaparece: troca de mãos.
Em 2012 o crescimento sobre 2011 variou entre 4 e 5%. Há quem fale em 3%; há quem espere 5% este ano. Será contido. Por isso, há que se tomar precauções: tenha foco no seu negócio. Temos que preservar o clima de festa e usar nossa experiência para tirar o melhor proveito. Não trabalhe com estoques. Procure negociar reposições rápidas e pequenas quantidades com os fornecedores. Atente para itens de baixo valor. Em épocas de vacas magras, presentinhos e lembrancinhas são o que há. Faça promoções. Observe o que não se está vendendo e baixe preços. Coisa que não vende ocupa dinheiro e espaço da que vende. Propaganda! Se ninguém sabe de você, porque o procurariam? Invista em pessoas. Pessoal bem treinado e motivado garante bom atendimento. Invista na retenção de clientes. Natal é época de compra emocional, e surgem novos clientes. Cuide deles, para que voltem. E afine controles administrativos. Como movimento alto, os erros aumentam.
Paulo Sérgio de Moraes Sarmento
Economista, sócio da VSW Soluções Empresariais