Assaltantes anunciam a soldado PM: ‘você vai morrer agora’. Miram a cabeça e atiram com um sorriso na cara. Fazem o mesmo com motorista de ônibus interestadual. Miram sua cabeça e apertam o gatilho. Dois mortos? Não. A providência divina, que muitos dizem não existir, atuou. O PM foi atingido na boca. A arma apontada para o motorista picotou duas vezes e não funcionou.
Cacete! Há direitos para gente que age assim. Há quem acredita que quem mata sorrindo, seja recuperável. Então, vermes do tipo têm consideração. O arcabouço de leis que a justiça tem à disposição, apena, mas admite benefícios. Em resultado, bandidos que consideram a vida um nada, sabem-se impunes e se fortalecem a destruir gente de bem. Equipam-se melhor que os órgãos de segurança e agem sem ravas morais que amarram os agentes da lei.
Preocupem-se. Vai piorar. Bandidos vão matar cada vez mais, queimando ‘arquivos’, aqueles que viram sua ação ou seu rosto. Se leis consideram atenuante que um ‘pobre’ ser humano sob o efeito de drogas não consiga raciocionar, e mata por sentir-se ameaçado(!), é hora de berrar, a plenos pulmões, que não dá mais!!!
Não pode ter direitos quem planeja, não dá chance de defesa à vítima, anuncia ‘você vai morrer agora’ e atira. Leis e órgãos de defesa de direitos humanos têm que focar as vítimas reais! Chega de dizer que bandido insensível ‘também é vítima’. É hipocrisia!!!
Os casos do PM e do motorista de ônibus aconteceram! O PM atingido na boca foi operado e recebeu alta mas, não sei o que será de sua carreira de policial, como fará para cuidar de sua vida e prover sua família daqui para a frente. (Não me consta que a corporação policial militar tenha seguro capaz de prover seus ‘feridos de guerra’).
O motorista será capaz de voltar ao trabalho, sabendo-se um quase ressuscitado que teve a cabeça mirada e, também por obra divina, não está morto?
Tenho certeza que ninguém, dos direitos humanos, por livre e expontânea vontade, vai procura-los para oferecer ajuda, seja lá qual for. (Tomara que este texto os motive. Se forem, menos pior).
As escolas: Sabem onde é que começa? É em criança. O traficante a droga. (Pais, não estão nem ai. Há famílias inteiras no tráfico. Há mães que fazem a contabilidade criminosa. Há pais que roubam dinamite para cometer crimes e estoca embaixo da cama em que dorme com a mulher, e do berço onde está o bebê apenas acabado de nascer, mais um de tantos, em ‘escadinha’, pois, quantos mais, mais prazer ‘para fazer’ e mais ‘mulas’ para prosperar a indústria do crime).
A criança se torna usuária. Fica maluca para continuar. Precisa da droga como precisou do leite materno. Sem experiência ou informação para saber o que é certo ou errado, aceita levar droga daqui para lá e de lá para cá, pois isso lhe garante a ‘ração’ de cada hora. Embora seja a ‘criança ou adolescente definido pelo ECA como alguém a ser integralmene protegido’, torna-se traficante.
Se pais, amigos e familiares sérios querem tirar a criança dessa vida maldita, a tornam ameaçada de morte pelo bandido que a alicia. O ECA tem, então, que ser revisto! Há juízes sensíveis que têm produzido jurisprudência capaz de modernizar o Estatuto. Há alguns dias, em Franca, menino de doze anos ameaçado de morte por seu ‘chefe de tráfico’, foi ‘apenado’ com internação compulsória em clínica de recuperação. Outro, também de doze, contumaz traficante em praça pública, foi preso. Isso. Preso, como tem que ser.
O assunto é relevante, sério. A população precisa elegar melhor e fiscalizar quem elege para que aja com decência. Ao contrário, em pouco tempo estaremos travando tiroteios em praça pública, aqueles, para nos arrebentar, e nós, por mera tentativa de autodefesa.
Luiz Neto
Jornalista, editor de Opinião - luizneto@comerciodafranca.com.br