Esta celebração teve origem no Oriente no século IV. Em 835, Gregório IV deu à celebração em honra de todos os santos do céu um caráter universal. Dessa maneira foi resgatada para a veneração a memória de todos aqueles que pública ou anonimamente viveram e testemunharam o evangelho. S. Bernardo afirma que o desejo que a lembrança dos santos mais estimula e incita é o de gozarmos de sua tão amável companhia e de merecermos ser concidadãos e comensais dos espíritos bem-aventurados... de associar-nos, enfim, à comunhão de todos os santos e com todos nos alegramos... Os santos desejam-nos e não fazemos caso; os justos e esquivamo-nos.
S. Cesário de Terracina.
Segundo antiga tradição, S. Cesário foi um diácono vindo da África para Terracina, cidade próxima de Roma. Opôs-se energicamente contra o costume de afugentar os males que abateriam sobre a cidade imolando a Apolo, todos os anos, uma vítima humana. Preso, foi levado ao Templo do deus Apolo, onde fez desabar os ídolos e seus altares. Jogado numa prisão durante dois anos, aguardou em oração a hora da execução. Uma longa cabeleira encobria todo seu corpo e de seus olhos emanava intensa claridade. Por fim colocado num saco, foi atirado ao mar.
Oração
Da superação de todo medo
Deus, nosso Pai, por intercessão de todos os vossos santos, curai nosso coração doente pelo egoísmo e acabrunhado pela falta de fé e confiança na vida. Curai nosso espírito desejoso de Paz e de harmonia interior. Curai nosso coração do medo de tudo aquilo que nos confunde e nos entristece, sobretudo, do temor da morte. Acompanhai cada passo e afastai para longe de nós as perenes ameaças e as cegueiras que vêm do mal. Vós sois o Senhor da paz, aquele que faz o leão andar com o cordeirinho e a criança brincar com a serpente. Sob o vosso olhar terno, um dia haverão de se abrigar no mesmo ninho a víbora e os filhotinhos das aves. Afugentai com a vossa ternura a violência que avilta e humilha, corrompe e destrói vidas. Curai nossa mente perturbada pela fumaça das alquimias fragorosas, que prometem o sucesso, a fama, o poder, o domínio, não de si, mas dos semelhantes. Curai-nos da falta de amor e de respeito ao próximo, que devasta e cria desertos de amizade e de compaixão. Curai nossos sentimentos, mais lembrados de turvos rancores, de mágoas e desalentos de luminosos e felicitosos momentos.
Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo, Editora Ave-Maria.