Aos 15 anos, a aluna do primeiro ano do curso técnico de agropecuária, Lavínia Silva de Oliveira, já tem uma importante conquista em seu currículo. Ela é uma das responsáveis pelo desenvolvimento de um novo produto que promete ajudar milhares de pessoas que sofrem com a osteoporose e a osteoartrite.
Junto com a professora e pesquisadora da Escola Técnica Estadual “Carmelino Corrêa Júnior”, o Colégio Agrícola, Joana D’arc Félix, a jovem desenvolveu um novo método para a obtenção de colágeno a partir de retalhos de couro. Com isso, o quilo do colágeno que hoje é vendido no mercado a R$ 53 cai para R$ 0,34. “Hoje muitos tratamentos para essas doenças dependem do colágeno que é vendido em cápsulas a R$ 140 a embalagem com 15 comprimidos. Quando esse novo método for difundido, com certeza, esse medicamentos se tornarão mais acessíveis para as pessoas de baixa renda”, disse.
A pesquisa levou oito meses. Atualmente, o colágeno é obtido a partir do tratamento da carnaça do boi. No Brasil, apenas quatro indústrias fazem esse procedimento. O trabalho feito por Lavínia em parceria com a professora obtém a mesma substância a partir dos retalhos de couro.
Com o uso de reagentes químicos, é eliminado todo o cromo usado no processamento do couro. “O nosso colágeno foi testado pela Faculdade de Medicina da USP, Universidade de São Paulo. O resultado é de que ele é idêntico ao produzido a partir da carnaça, possui todas as propriedades e não oferece risco à saúde”, afirmou a professora Joana D’Arc.
A osteoporose é uma doença que atinge cerca de 5% da população, com maior incidência em mulheres acima dos 45 anos. “O colágeno ajuda na redução dos efeitos da doença que desgasta os ossos por conta da falta do cálcio”, explicou Lavínia.
Cuidados
A osteoartrite é uma doença mais comum em atletas e provoca o desgaste das articulações. “Para quem sofre com este mal, o colágeno também é indicado por auxiliar na regeneração das articulações.”
O novo colágeno já foi registrado em nome de Lavínia, da professora e do Colégio Agrícola. “Estamos agora buscando parcerias para a produção em escala industrial”, disse a professora Joana D’arc.