Visitando países da Europa, todos percebem o quanto se preocupam em preservar sua história, mantendo em conservação antigos palácios, muralhas e até ruínas, cada pedaço contendo alguma lembrança. Já no Brasil, ainda que seja um país novo em relação à Europa, não existe, nem de longe, essa preocupação. Falemos de Franca e todos vão se lembrar, com saudade, daquele majestoso prédio que abrigava o Hotel Francano, que veio ao chão para dar lugar a um banco. Ainda mais recentemente, a Prefeitura podia muito bem ter negociado o prédio da antiga AEC-Centro, transformando o local em uma casa da cultura, onde poderiam ser instalados vários segmentos, como pinacoteca, museu da imagem e do som e até o memorial em homenagem à atriz Regina Duarte, que nasceu em Franca. Sairia ainda muito mais barato que o custo daquela obra na praça do Cemitério da Saudade, cujas desapropriações somente podem ter custado mais que o prédio já pronto da AEC, local onde se passou boa parte da história desta cidade. O Museu Histórico “José Chiachiri” também carece de uma reforma, sempre protelada. Sem contar outros “descuidos”, como há pouco tempo, a direção do EETC retirou troféus conquistados por antigos alunos e professores e simplesmente mandou amontoá-los no almoxarifado da escola. Precisava ser ensinado ou sempre lembrado, que um povo sem memória é um povo sem história. Antes que acabem com o que ainda resta.